Reunião remota marca o início dos debates da Frente Parlamentar da Covid-19 na Câmara de Palmas

  • 29/Abr/2020 10h20
    Atualizado em: 29/Abr/2020 às 10h23).

A Frente Parlamentar para Enfrentamento ao Covid-19 da Câmara Municipal de Palmas se reuniu virtualmente na noite dessa terça-feira, 28, para debater as ações implementadas pela prefeitura e governo do estado no combate ao coronavírus.

Conduzido pelo presidente da Frente e idealizador do encontro, o vereador Erivelton Santos (PV), o debate contou com a participação de outros vereadores, como Tiago Andrino (PSB), Laudecy Coimbra (SD), Rogério Santos (PRB), Milton Neris (PDT), Moisemar Marinho (PDT), Gerson Alves (PSL), além da promotora de justiça Araína D’Alessandro, o defensor público Arthur Luiz Pádua Marques, e representantes do Ministério da Saúde e Conselhos de Saúde.

O debate girou em torno das decisões dos poderes públicos – estadual e municipal – acerca das ações de combate ao coronavírus, principalmente no que concerne à necessidade de confluir as ações relativas ao isolamento social e as possibilidades de flexibilização, visando a abertura do comércio.

Foi enfatizada a necessidade de união das forças políticas, independente de ideologias partidárias visando apresentar ideias plausíveis para a solução de tais questões. Tanto os parlamentares, quanto os representantes da Defensoria Pública e do Ministério Público pontuaram que não há possibilidade de fazer saúde pública sem a participação popular e, por isso, a necessidade do debate.

Segundo os debatedores, a cidade de Palmas está muito à frente, se comparada aos outros municípios tocantinenses. A manutenção do isolamento contribuiu para que a doença não se alastrasse. Na opinião dos debatedores, o fato da cidade estar distante 60km da rodovia BR-153, também contribuiu para que não houvesse uma propagação em massa do vírus na capital. Foram ressaltadas as medidas adotadas, tanto pelo poder público estadual, quanto municipal, como também foi lembrado que o aumento das testagens podem contribuir para que se tenha uma ideia mais abrangente da propagação do Covid-19.

Ao fim do debate, os participantes concluíram que muitas ações pontuais ainda são necessárias, mas que é primordial a compreensão de todos no sentido de que o fato do comércio ter permanecido fechado contribuiu muito para que o estado pandêmico de Palmas se estabilizasse. “É necessário esperar a estabilização – que virá através da testagem em massa – para só depois pensar num plano de retomada da vida cotidiana na sua totalidade, sob pena de causar um colapso na saúde pública”, ressaltou a promotora Araína D’Alessandro.

Ao final, os participantes avaliaram como extremamente produtiva essa primeira reunião, na medida em que todos os segmentos puderam expor suas ações e ideias, no sentido de contribuir com o debate. Também foi consenso que todos devem unir forças, encontrar soluções e, por fim, conscientizar as pessoas, visto que a curva de Palmas ainda está em ascensão. Uma conclusão foi unânime: “o momento é de união e não de fazer política”.