O vírus que parou o mundo

  • 26/Mar/2020 11h25
    Atualizado em: 26/Mar/2020 às 11h30).

*Por Joana Castro

Há pouco mais de uma semana não se fala em outra coisa. Coronavírus, Covid-19. Sim, estas duas palavras deram início a um mundo novo, inimaginável, desconhecido e assustador. Home Office, teletrabalho, videoconferências, férias coletivas, banco de horas, crise econômica e principalmente, fique em casa!

Apesar de todos os efeitos colaterais desta, que se tornou uma pandemia, a Covid-19 nos igualou. Mostrou, sem dizer uma palavra, o quão suscetíveis somos, frágeis, fracos e humanos. Um pouco antes do carnaval já ouvíamos as primeiras notícias sobre o vírus; até então ele era algo distante, lá na China, matando pessoas em um País que sofre com a superpopulação. É aquela história, uma realidade tão distante, que não nos sensibilizamos.

Pouco tempo depois o vírus chegou à Itália e causou resultados mais devastadores do que na China. A partir daí foi questão de tempo, alastrou-se pelo mundo, Brasil, Chile, Estados Unidos... A doença até então desconhecida tem feito vítimas, os idosos mais vulneráveis à doença estão em grupo de risco. Mas se refletirmos por um segundo, a devastação não se limita àqueles que contraem o vírus.

O Brasil há pouco mais de uma semana fechou as portas, literalmente. O isolamento social se faz necessário, uma vez que é a única alternativa para desacelerar o contágio. Com ele o mundo também pisou no freio. Escolas fechadas, comércio, parques, igrejas, tudo, exatamente tudo. Apenas hospitais, farmácias, supermercados e postos de combustíveis seguem em pleno funcionamento.

Todos estão cortando da própria carne em prol de um bem comum. São as férias coletivas em que você não conseguirá gozá-las. É preciso focar no isolamento social! Os estudantes tiveram as férias antecipadas. E os pequenos empresários, até quando conseguirão manter-se de portas fechadas?

O mundo se dividirá em dois períodos: antes e depois do coronavírus. Tudo vai ser diferente a partir daqui. Especialistas já estimam um déficit incalculável na economia. O fim da pandemia dará início a uma sucessão de situações já previstas como fome, desemprego. O isolamento pode inclusive contribuir com o desenvolvimento de alguns transtornos mentais. Mas diante do desconhecido é preciso cautela, esperança, fé, cuidado, e principalmente solidariedade ao próximo.

Ambiente de startup: diversidade e colaboração são a tônica da nova economia.

É uma cadeia, um cíclo que desconhecemos o fim. Só esperamos que ele aconteça o mais breve possível, para o bem das pessoas, para o bem da economia e das futuras gerações.

Afinal, um vírus pode até nos paralisar por certo tempo, mas somos a nação da esperança.