Fecomércio pede por medidas de proteção e manutenção da atividade empresarial no Estado

  • 20/Mar/2020 17h40
    Atualizado em: 20/Mar/2020 às 17h43).

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Tocantins (Fecomércio/TO), que é ligada a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), preocupada com o cenário atual e como forma de contribuir para tentar amenizar os impactos econômicos e sociais da possível crise criada com a pandemia do Covid-19 (Coronavírus) fez um levantamento de possíveis ações a serem tomadas pelo governo estadual e também, municipais, objetivando garantir a manutenção da atividade empresarial no Estado e principalmente, resguardar a continuidade da geração de empregos e arrecadação.

Para isso, protocolou-se um documento junto às esferas do executivo estadual e municipais onde são expostas possibilidades que seriam bem-vindas pelo empresariado do estado que já sofrem as graves consequências advindas da queda do consumo, reflexo do isolamento, mudança de horário de atendimento dos servidores públicos e adiamento de atividades como escolas, viagens, etc.

Dentre as ações estão: a postergação do pagamento de impostos como IPTU, recolhimento do ICMS e envio de declarações relacionadas a tributos por 120 dias, redução das alíquotas do ICMS, disponibilização de linha de crédito especial com carência de 180 (cento e oitenta) dias, entre outros.

Para o presidente interino do Sistema Fecomércio Tocantins, Domingos Tavares, o momento é de união de forças entre governo e os representantes das classes produtivas. “Todos nós lastimamos muito o cenário que atravessamos no Brasil e no mundo, mas nos colocamos à disposição para contribuir com um protocolo de enfrentamento dessas consequências econômicas que afetarão o setor de comércio, bens, serviços e turismo do Estado do Tocantins”.

Ele ainda colocou o posicionamento da instituição: “Como representante desses setores que representam quase 64% de nosso PIB e é o segundo maior empregador formal do estado, não poderíamos deixar de expressar nossa preocupação com as possíveis consequências dessa devastadora crise internacional e que já traz resultados aos nossos empresários locais”, disse.

Mas deixou claro o papel social também desses setores. “Nós devemos buscar neste momento cautela, tanto do ponto de vista social e sanitário, quanto comercial. Enquanto empresários devemos ser solidários a tudo isso que está acontecendo e nos prepararmos para esses impactos, mas de forma ética e compromissada com a nossa sociedade”, afirmou.

Orientação aos empresários dos setores

A CNC fez um apanhado com algumas orientações que podem ser seguidas pelos comerciantes, como por exemplo: acompanhar ainda mais de perto a rotatividade dos estoques e o ritmo das vendas, evitando estoques elevados; a renegociação de prazos com fornecedores é recomendável para melhorar os fluxos de caixa; cortes temporários de despesas consideradas supérfluas; esforço maior para aproximar os vencimentos de despesas com as receitas, auxiliando assim no caixa das empresas; ajuste da jornada de trabalho dos funcionários, caso necessário e redução dos custos com a mão de obra.

Além disso, do ponto de vista sanitário, recomenda-se também a utilização do álcool em gel após contato e atendimento aos clientes e disponibilização para clientes; higienização dos locais de trabalho; pôsteres com informações orientando a higienização, afastamento dos colaboradores com a Covid-19, deixar o ambiente ventilado abrindo janelas e portas, e principalmente, higienização de balcão de atendimento e maquinas de cartão de crédito. (Ascom/Fecomércio)