Com mandato, Cinthia Ribeiro é a bola da vez do PSDB para as eleições da Capital

  • 17/Fev/2020 17h56
    Atualizado em: 17/Fev/2020 às 17h59).

*Por Joana Castro

Quando o assunto é sucessão municipal palmense, PSDB e a reeleição de Cinthia Ribeiro, o atual cenário deixa claro que os embates estão apenas começando. Isso porque, na última semana, o PSDB Nacional informou que após reunião com a Executiva ficou decidido que o presidente Bruno Araújo possui todos os poderes para decidir os rumos do Partido no Tocantins, neste caso garantir que Cinthia seja a candidata da Sigla.

Seguindo a mesma linha da Nacional, o PSDB-Mulher também se manifestou favorável à candidatura da prefeita a reeleição. A ex-governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, presidente nacional do PSDB-Mulher fez questão de lembrar que Cinthia é a única prefeita mulher em uma Capital e já declarou seu apoio à campanha da gestora.

Paralelo a esta quebra de braço que Cinthia Ribeiro tem enfrentado para garantir o seu direito de disputar a reeleição à prefeita da Capital pelo Partido, o ex-senador Ataídes Oliveira, presidente Estadual no Tocantins, não só divulgou uma nota que garante a convocação das primárias, como lembrou ao grupo que foi escolhido democraticamente, e ainda colocou o seu nome na disputa.

Como se não bastasse os episódios “internos” que chegou a conhecimento público, alguém reparou a presença do tucano na sexta-feira, em evento do PSB, organizado pelo ex-prefeito de Palmas Carlos Amastha. Os dois já foram aliados em outros “carnavais”, nas eleições de 2016. Tanto que a indicação de Cinthia Ribeiro à função de vice-prefeita foi do ex-senador Ataídes.

Em dissonância com a Nacional, Ataídes Oliveira tem nadado, nadado e corre sérios riscos de morrer na praia. Isto porque já ventila nos bastidores da política que Cinthia ficará com o comando do Diretório Metropolitano, atualmente presidido pela deputada estadual Luana Ribeiro.

Com mandato, Cinthia é hoje uma das figuras mais visadas pelos partidos políticos. Sabe-se que os convites de filiação foram diversos, como o Democratas, presidido por uma mulher, a deputada federal professora Dorinha, o MDB, partido que tem como membro o senador Eduardo Gomes, ambos já demonstraram excelente relação.

Diante dessa briga de egos, será se a prefeita já teria refletido sobre “o preço a se pagar” em continuar numa sigla onde não tem apoio local, quando é cortejada por tantas outras siglas? É um caso a se pensar, e neste momento colocar o ego como prioridade certamente não é tão interessante.

Se Ataídes Oliveira concorda com o que está acontecendo debaixo dos seus olhos ou não, pelo visto não tem sido uma das preocupações da Nacional, que interveio sem titubear, tem dado as ordens no Tocantins e pode inclusive, convidar o atual presidente a se “retirar” do grupo. Ao que tudo indica, Luana Ribeiro também não está sendo benquista, já que pode perder a presidência para a prefeita. Ambos vão aguardar uma intervenção oficial do Partido? Não se sabe, ainda. Mas já deu para perceber que a bola da vez é Cinthia Ribeiro, uma prefeita com mandato, independente de quem ache o contrário dentro do PSDB.