Advogada de tocantinense de Sítio Novo vítima de Fak News repudia exposição de sua cliente

  • 09/Jan/2020 18h09
    Atualizado em: 09/Jan/2020 às 18h14).
Advogada de tocantinense de Sítio Novo vítima de Fak News repudia exposição de sua cliente Foto: Reprodução internet

Nesses primeiros dias do ano, a tocantinense Valdicélia Almeida Oliveira, moradora da cidade de Sítio Novo do Tocantins/TO, foi vítima de exposição indevida de sua imagem, onde diversos meios de comunicação de abrangência nacional, notadamente aqueles voltados à fofocas de pessoas famosas e celebridades, veicularam 'fake news", atrelando uma fotografia retirada de suas redes sociais a uma possível irmã da cantora Anitta, sendo apontada injustamente como fruto de uma relação extraconjugal do pai da famosa, tida anos atrás.

Segundo a advogda Myrlla Stephany Moura Silva a vítima e seus parentes têm passado por situações vexatórias em sua cidade e região em razão da mentirosa e indevida exposição de sua fotografia com o conteúdo da notícia falsa.

Como forma de minorar a exposição negativa da imagem da sua cliente junto ao seio social, a advogada da vítima divulgou Nota de Repúdio, a qual publicamos na íntegra.

NOTA DE REPÚDIO

Nesses dias iniciais do mês de janeiro de 2020, VALDICÉLIA ALMEIDA OLIVEIRA, 30 (trinta) anos de idade, moradora da cidade de Sítio Novo do Tocantins/TO, foi vítima de notícias falsas, com projeção e repercussão nacional, onde diversos sítios eletrônicos de fofoca e páginas de redes sociais, sem a menor cautela e compromisso com a veracidade dos conteúdos que publicam, veicularam fotografia da menor, atrelando-a como fruto de uma relação extraconjugal do genitor da cantora Anitta, noticiando, portanto, que esta seria irmã da famosa.

Causou surpresa e perplexidade à vítima, seus familiares e amigos tamanha violação de sua honra, que teve sua imagem exposta sem qualquer autorização para tanto, e pior, com conotação constrangedora inarredável, causando-lhe desconforto em todo o seu seio social, sendo motivo de chacota e comentários jocosos ocasionados pela irresponsabilidade de profissionais da mídia, que atuam sem o menor critério na divulgação de suas matérias, com o único intuito de alcançar o maior número de público possível, pouco importando se verdadeiras ou não.

Cabe salientar que o direito à imagem goza de proteção constitucional no nosso ordenamento jurídico e foi alçado no rol dos direitos fundamentais do ser humano, sendo, portanto, inviolável e irrenunciável, assegurando-se, quando ocorrer exposição indevida, “o direito de resposta, proporcional ao agravo, além de indenização por dano material, moral e à imagem” (art. 5º, V, da CF).

Portanto, as medidas cabíveis já estão sendo tomadas para responsabilização de todos os autores envolvidos nessa nefasta e repudiada exposição da imagem da vítima, tanto aqueles que, de má-fé, introduziram a “fake news” nos meios de comunicação, como os que, de maneira leviana e irresponsável, deram ampla e abusiva divulgação, causando constrangimentos irreparáveis à honra e imagem da vítima.

Sítio Novo do Tocantins, 08 de janeiro de 2020.

Myrlla Stephany Moura Silva
OAB/TO nº 9.066