Em visita a Adetuc cineasta Eva Pereira agradece apoio do Governo na produção da série “O mistério de Nhemyrô”

  • 09/Jan/2020 17h21
    Atualizado em: 09/Jan/2020 às 17h27).

A série investiga casos de suicídio de indígenas em diferentes regiões do Brasil que assolam o povo Guaranis-Kaiowá e Karajá.


A convite do Secretário da Indústria, Comércio e Serviços (Sics) e responsável pela Agência de Desenvolvimento do Turismo, Cultura e Economia Criativa (Adetuc), Tom Lyra, a cineasta tocantinense Eva Pereira esteve na manhã desta quinta-feira, 9, na sede do órgão, para agradecer o apoio do Governo do Estado na produção da série/documentário “O mistério de Nhemyrô”, que estreou nacionalmente no dia 12 de dezembro.

A série investiga casos de suicídio de indígenas em diferentes regiões do Brasil que assolam o povo Guaranis-Kaiowá e Karajá, principalmente entre os mais jovens. A produção contou com a consultoria do antropólogo e índio guarani-kaiowá Tonico Benites.

O secretário Tom Lyra agradeceu, em nome do governador Mauro Carlesse, a realização do trabalho da cineasta em favor do desenvolvimento da cultura, em especial na área cinematográfica. “Eva Pereira é um grande elo de difusão dos nossos atrativos, cultura e regionalidade. Nesse sentido, quero parabeniza-la pela série que estreou e que trata da questão indígena, sobretudo para nós que trabalhamos ações voltadas ao fomento do etnoturismo, visando a geração de emprego e renda e a melhoria da qualidade de vida dos povos indígenas do nosso Estado.

Durante a visita à Adetuc, Eva Pereira agradeceu a receptividade e o carinho de Tom Lyra e do Governo do Estado pelo apoio prestado a produção audiovisual tocantinense, e aproveitou para clamar uma atenção especial aos povos indígenas, a fim de acolher e desenvolver políticas públicas em benefício aos problemas que assolam as comunidades indígenas do Tocantins, em especial a questão do suicídio.

“Estou muito lisonjeada pelo convite do secretário Tom Lyra e ao Governo do Estado, pelo incentivo à produção audiovisual tocantinense. Sempre faço questão de inserir nos meus trabalhos a cultura do Estado. Essa série tem um significado muito especial para mim porque retrata a dor do outro. A dor dos familiares que perderam seus entes-queridos, Nhemyrô (Não quero mais viver aqui) aborda essa realidade vivida pelas comunidades indígenas”, disse a cineasta, ressaltando que essa situação é também vivenciada pelos indígenas tocantinenses Karajá.

A série foi rodada nos Estados do Tocantins, Mato grosso do Sul e Amazonas, sendo exibida em 13 capítulos, com duração de 26 minutos, todas as quintas-feiras, às 00h50, na TV Cultura de São Paulo. (Fonte: Secom/TO)