Política de Saúde Mental é tema de Audiência na Câmara de Palmas

  • 11/Nov/2019 19h29
    Atualizado em: 11/Nov/2019 às 19h32).
Política de Saúde Mental é tema de Audiência na Câmara de Palmas Foto: Aline Batista/CM Palmas

As demandas e avanços necessários nas Políticas de Saúde Mental no âmbito Municipal, Estadual e Nacional foram amplamente debatidos nesta segunda-feira, 11, na Câmara Municipal de Palmas. O encontro aconteceu na Comissão de Políticas Públicas e Sociais atendendo requerimento do vereador Moisemar Marinho (PDT).

Abrindo os debates, Marinho falou da necessidade de avançar no aperfeiçoamento e fortalecimento das Políticas Públicas de Saúde Mental. Já o vereador Tiago Andrino (PSB) destacou a situação da saúde do município e a “desestruturação do sistema”. “Para avançarmos é fundamental que esta audiência cumpra seu papel de realizar um balanço da saúde mental, que se trace um caminho a ser seguido, é o momento de reflexão, correção de rumo e adequação de estratégias. Vamos trabalhar, pois ainda temos enormes desafios que precisamos enfrentar”, afirmou Andrino.

Representando os usuários dos Centros de Atenção Psicossocial de Palmas, Dona Raimundinha destacou como um dos principais problemas a rotatividade dos servidores, que dificulta a adesão dos tratamentos por parte dos pacientes, e falou das dificuldades enfrentadas em vários âmbitos da sua vida. “Já bati em muitas portas pedindo emprego e muitas portas já se fecharam para mim. A gente sofre com a dificuldade de achar trabalho, sofre na família, na sociedade”, lamentou.

Em nome da Associação Brasileira de Enfermagem, Monica Bandeira criticou a redução do orçamento da saúde. “Não tem um dia sequer que não tenha atendimento de um intento suicida. Palmas parou no tempo nas políticas antidrogas, está parada enquanto política pública de saúde mental”, pontuou.

Já a secretaria executiva da saúde, Marta Ramos, apontou os ajustes já realizados pela Prefeitura de Palmas. “Realizamos a contratação de mais quatro psicólogos. Temos uma equipe técnica trabalhando em cima de toda a saúde mental e trabalhamos intensamente para que nenhum medicamento falte. Há empresas que ganham a licitação, fazem o empenho e não cumprem prazo ou dizem não ter mais interesse na entrega do medicamento, mas acabamos de fazer um empenho emergencial e toda a rede está sendo suprida”, garantiu.

Representantes de diversos órgãos e entidades como Defensoria Pública, Conselho Regional de Psicologia, Secretaria de Cidadania e Justiça, Presidentes do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais e da Policia Civil, dentre outros, enfatizaram suas preocupações acerca da temática. Como proposta final, um grupo de trabalho será montada para realização de ações concretas na área. (Fonte: Dicom/CM Palmas)