Plansaúde inicia diálogo com representantes de prestadores de serviços para evitar paralisação nos atendimentos

  • 22/Out/2019 14h52
    Atualizado em: 22/Out/2019 às 15h30).
Plansaúde inicia diálogo com representantes de prestadores de serviços para evitar paralisação nos atendimentos Foto: Ascom Secad/Governo do Tocantins

Com o objetivo de garantir o atendimento aos usuários do Plansaúde o Governo do Estado, por intermédio da diretoria do plano convocou os sindicatos para uma reunião nesta segunda-feira, 21, para debater as reivindicações apresentadas.

Além do diretor Ineijaim Siqueira e os técnicos da equipe jurídica e administrativa do Plansaúde, participaram da reunião representantes dos Sindicatos dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Tocantins (Sindesto), dos Médicos do Estado do Tocantins (Simed), dos Servidores Públicos (Sisepe) e da Cooperativa dos Médicos Anestesiologistas do Tocantins (Coopanest), entre outros.

Após apontar as dificuldades existentes em relação aos pagamentos das faturas, o diretor do Plansaúde ouviu as reivindicações das entidades e ressaltou a importância de encontrar uma solução que seja boa para todos e que permita a sobrevivência e continuidade do Plano. “O que nós buscamos é discutir juntos com os prestadores, propostas que sejam viáveis a todos, ao plano e aos seus credenciados, garantindo a qualidade e continuidade dos serviços oferecidos aos usuários do Plansaúde”.

Entre as medidas acordadas em ata, ficou definido que em um prazo de 30 dias, o Plansaúde e as entidades vão realizar a revisão conjunta da tabela e manual do Plano. Também que até a publicação desta reavaliação, ficam valendo as regras constantes da portaria 560 de julho de 2017.

Sobre os pagamentos, o Plansaúde solicitou o prazo de dez dias para discutir e apresentar aos prestadores uma nova proposta de cronograma que será discutida e definida em conjunto com a Secretaria da Fazenda.

O diretor do Plansaúde relembrou ainda, que diante dos altos custos para a manutenção do plano, estão sendo estudadas medidas de redução de despesas e mudanças no custeio do plano, para serem implementadas posteriormente. Segundo o diretor, uma nova proposta de lei está sendo construída e deve ser enviada em breve à Assembleia Legislativa.

Negociação começou tarde, afirma SISEPE

O diretor do Plansaúde, Ineijaim Siqueira, recebeu ainda, na mesma data a diretoria do Sisepe, e afirmou que os pleitos apresentados pelos prestadores de serviços serão acatados, mas que fora pedido prazos para responder às demandas, ressaltando que “não há motivos para a paralisação, pois o diálogo está aberto e adotaremos as medidas para atender as demandas”.

Entretanto, segundo o Sisepe, o Simed-TO informou que a paralisação está mantida. Porém, o Sindessto informou que está em negociação com o Plansaúde e a paralisação foi suspensa. O SISEPE-TO destaca que nesta segunda-feira os usuários do Plansaúde já tiveram transtornos, pois muitos atendimentos e consultas foram negadas, apesar do anúncio de que a paralisação iniciaria nesta terça-feira, 22.

O SISEPE-TO destaca que a situação poderia ter sido evitada e os servidores públicos não estariam passando por mais esse transtorno e riscos para sua saúde e dos seus familiares. “A gestão estadual não tem sido responsável e eficiente em relação ao Plansaúde, diversos problemas, como a falta de designação do Conselho Fiscal, cumprimento de prazos para liberação de atendimentos e até garantia de todos os serviços contratos da Infoway, conforme estabelecido no contrato, sem falar nos atrasos dos pagamentos. São diversas irregularidades ao longo dos meses que culminaram em um gravíssimo problema, a paralisação do atendimento”, avalia o presidente do SISEPE-TO, Cleiton Pinheiro.

Ressarcimento aos sindicalizados

O SISEPE-TO informa também que ingressará com uma ação civil pública para garantir aos seus sindicalizados a devolução do dinheiro aos servidores públicos pago ao plano de saúde, no período que o serviço ficou suspenso. Aos sindicalizados, usuários do Plansaúde, que usarem a rede privada e pagar, o SISEPE-TO orienta para que junte a documentação que demonstre o gasto em razão da suspensão do Plansaúde para que o sindicato ingresse com ação judicial de ressarcimento da despesa.