Em tempos de novas tecnologias, diferencial do profissional está naquilo que é essencialmente humano

  • 23/Set/2019 11h31
    Atualizado em: 23/Set/2019 às 11h34).
Em tempos de novas tecnologias, diferencial do profissional está naquilo que é essencialmente humano Foto: Divulgação

Impulsionados pela evolução tecnológica, os empregos vêm mudando a todo momento, nos mais diferentes setores, e em grande velocidade. Inteligência artificial, Big Data, Internet das Coisas, tudo isso reflete no surgimento de novas profissões e no desaparecimento de outras. E para se manter nesse ambiente de transformação constante, é necessário pensar além da formação acadêmica tradicional.

Nesse sentido, a qualificação para assumir e gerenciar os postos tem se dado não só com capacitação técnica, mas principalmente com o domínio das emoções. Se, de um lado, a competência técnica se mostra eficaz com atualização constante, por outro, o desenvolvimento de habilidades sociais contribuem para o profissional saber resistir a pressões, negociar conflitos e, inclusive, estar aberto a mudanças.

Se você aprende como resolver um problema, não importa qual, saberá como resolver outros problemas futuros porque aprendeu estratégias. Em tempo de novas tecnologias, diferenciamo-nos no mercado de trabalho por aquilo que nos torna essencialmente humanos.

A boa notícia é que habilidades socioemocionais podem ser aprendidas por pessoas em qualquer idade. Autoconhecimento, autocontrole, empatia, decisões responsáveis e habilidades sociais são domínios que resultam não só em profissionais mais preparados para os desafios do século XXI, como também um ambiente de trabalho mais feliz e produtivo.

O investimento do mundo corporativo na formação socioemocional é uma maneira de preservar o capital humano, maior ativo que uma organização pode ter. A intenção não deve ser substituir pessoas, mas qualificar a equipe para unir experiência e capacidade de lidar com os novos desafios. Não sabemos se aprender a resolver uma equação de segundo grau será tão importante no futuro até porque haverá calculadoras fazendo isso em milésimos de segundo. Mas, com toda certeza, a capacidade de se adaptar a mudanças vai continuar tendo papel fundamental no nosso dia a dia.

*Por Tania Fontolan - diretora do Programa Semente e atuou por 25 anos na área da educação - 15 anos como professora na rede pública e privada e 10 como gestora escolar da rede privada. Especialista em administração escolar, formada em História pela PUC-Camp, mestra em Antropologia Social pela Unicamp e especialista em habilidades socioemocionais.