Roteiro do longa-metragem baseado na obra literária de Edivaldo Rodrigues já está em fase de conclusão

  • 18/Set/2019 18h19
    Atualizado em: 18/Set/2019 às 18h23).
Roteiro do longa-metragem baseado na obra literária de Edivaldo Rodrigues já está em fase de conclusão Foto: Divulgação

O roteiro, que tem como base a obra literária do jornalista, historiador e escritor Edivaldo Rodrigues, que será dirigido pelo premiadíssimo produtor e diretor Hélio Brito, já está em fase final. O renomado cineasta, com 20 anos produzindo e dirigindo filmes em várias regiões do Brasil, e com três trabalhos premiados pelo DOCTV, que é um projeto de viabilização de documentários que integra a produção independente e as televisões públicas, também ligado ao Programa de Fomento à Produção e Teledifusão da Teledramaturgia Brasileira, e à Associação Brasileira de TVs Públicas, está trabalhando duro neste novo projeto. Segundo ele, os textos repassados pelo literato portuense já rederam 100 páginas de muita ação e humor, destacando personagens hilariantes e inesquecíveis.

Neste seu ousado e desafiador projeto cinematográfico, Hélio Brito, após ler e reler os seis livros de crônicas de autoria de Edivaldo Rodrigues, (As Crônicas do Paralelo 13; Um Contador de Causos; Pelas Ruas e Becos de Porto Nacional; Reminiscências de Uma Cidade Esquecida; Asas de Pedra e, A Irmã de Deus), ele selecionou 15 textos que vão compor o longa metragem. As crônicas Um Bispo no Cabaré de Dona Fulô, Pedro Doido no Comando da Reza, O Rádio, O Velório de Antero Beato, A Iniciação de Teco, O Sequestro do Defunto, Um Jumento na Sala de Aula, O Dançarino, A Irmã de Deus, Um Amor de Cachorro, O Sofrimento de Virgilino, Dois Bêbados e Uma Bicicleta, Seu Tertuliano, Deu Bode na Festa, e O Rico Caixão de Coronel Dirico, certamente vão encher a grande tela de muita vida e alegria plena.

“Sempre sonhei levar os trabalhos do talentoso portuense Edivaldo Rodrigues para o cinema. Ele tem um jeito peculiar de escrever e contar histórias, de retratar o cotidiano de sua gente, de sua terra, traçando num português coloquial a vida, os costumes, as tradições, a cultura, as relações humanas e sociais da intelectualizada sociedade portuense. Certamente vamos produzir e dirigir um filme com histórias hilariantes”, revelou o cineasta, pontuando que este projeto terá sua dedicação total, “por se tratar de tão rica narrativa social, política, econômica e cultural, desmistificando a secular sociedade portuense”.

Reconhecimento merecido

Neste ano de 2019 Edivaldo Rodrigues vem recebendo atenção especial por seus trabalhos jornalísticos, literário e de pesquisa. Além de ter sido um dos destaques premiados pela Associação Comercial e Industrial de Palmas, como um dos ícones da literatura e do jornalismo do Estado do Tocantins, ele também foi escolhido como Patrono da 38ª Semana da Cultura e 2ª FLIP – Feira Literária Portuense, que aconteceu no mês de junho, que se consolidou como o principal evento literário do Tocantins e um dos mais importantes de toda a Região Norte do País. Neste grande encontro de artistas, escritores, cantores, pintores, dançarinos, poetas, escultores representou todo o Brasil, reunindo em um espaço de expressiva agitação cultural, um total de 71 obras foram lançadas, destacando os principais nomes da literatura local e regional. Além disso, Rodrigues também, no mesmo mês, foi eleito presidente da ALAPORTO – Academia de Letras e Artes de Porto Nacional.

Décimo segundo livro

No maior encontro cultural da Região Norte do Brasil, Edivaldo Rodrigues lançou o romance “A Longa Travessia”, que se juntará as suas outras obras literárias: “AS CRÔNICAS DO PARALELO 13” – (Crônicas – 2002), “PEDRAS DE FOGO” – (Romance – 2003), “...PELAS RUAS E BECOS DE PORTO NACIONAL” – (Crônicas -2004), “REMINISCÊNCIAS DE UMA CIDADE PERDIDA”, (Crônicas – 2007), “UM CONTADOR DE CAUSOS” – (Crônicas – (2008), “ANA RODRIGUES: UM EXEMPLO DE VIDA ENTRE DORES, FLORES E SABORES” – (Memórias – 2010), “O ASSASSINATO DO PRESIDENTE” – (Romance 2012), “ASAS DE PEDRAS” – (Crônicas – 2013), “TERRA DE CORONÉIS” – (Romance – 2015), “PONTAL” – (Romance – 2016) e “A IRMÃ DE DEUS” – (Crônicas – 2017).

O novo romance “A Longa Travessia”


“A Longa Travessia”, a 12ª obra de Edivaldo Rodrigues, consolida por definitivo sua trajetória como um dos mais importantes romancistas do Tocantins. Neste novo livro, o celebrado literato tocantinense abre as janelas da história e nelas magnetiza nossos olhos nua viagem secular, principiada no período das Entradas e Bandeiras, de onde saiu o explorador Antônio Sanches que, na primeira metade do século XVIII, partiu do Sul da Província de Goiás numa épica viagem em direção ao Norte desabitado e desprotegido, e ali fundou o Arraial de Bom Jesus do Pontal, que anos depois, já sendo uma localidade em franco crescimento, ele, seus familiares e seguidores foram dizimados pelos índios Xavantes e Xerentes. Após este conflito sangrento, o barqueiro lusitano Félix Camoa acolheu os poucos sobreviventes e, perto de sua morada, na margem direita do rio Tocantins, ousou como líder e então preparou a formação de um núcleo habitacional que, quase trezentos anos depois, resultou na pujante Porto Nacional de hoje, que continua atravessando a linha do tempo em busca do futuro prometido por aqueles lendários homens e seus ideais.

Narrativa inventiva

Nesta obra literária, o escritor portuense demostra ser, por definitivo, um dos mais celebrados autores do Tocantins. Esta certeza se confirma na explosão de sua narrativa inventiva, na qual personagens fictícios e reais enriquecem as páginas de sua 12ª obra, que é singular. Nela, ele nos guia através da linha do tempo e, numa trama envolvente, contextualiza quase três séculos de história, apresentando em detalhe os combates sangrentos envolvendo índios e exploradores, os amores e desamores da sociedade de então, a construção da fé, alguns assassinatos perturbadores, o embate entre os poderosos, a ganância pelo ouro e pela terra, e, sobretudo, o idealismo e a determinação de lendárias figuras humanas que fundaram o Arraial de Bom Jesus do Pontal, a célula mater que possibilitou o nascimento da pujante Porto Nacional do presente, que segue soberana rumo a um futuro de cidadania plena.

Alimentando a alma

Edivaldo Rodrigues, que é um dos fundadores do Jornal O Paralelo 13, é o atual presidente da ALAPORTO – Academia de Artes e Letras de Porto Nacional, onde ocupa a cadeira nº 6 que tem como Patrono o lendário Bispo Dom Alano Mary Du Noday, além de exercer o cargo de Diretor Geral da Área de Comunicação e Publicidade da Assembleia Legislativa do Tocantins. Ele disse à nossa reportagem que está muito envaidecido por tão expressivo reconhecimento do seu trabalho literário. “Acredito que estou produzindo algo que vem contribuindo para o enriquecimento do conhecimento de muita gente, pois venho recebendo importantes incentivos para a continuidade desta caminhada literária. No mês passado fui, com muito orgulho e honra, escolhido o escritor homenageado na 38ª Semana da Cultura de Porto Nacional e agora, com sentimento de conquista, recebo esta missão de ceder meus direitos autorais para que minhas histórias e causos cheguem ao cinema. Isso me alegra e me alimenta a alma”, disse. (Por Karollinne Rodrigues)