Vereadores rebatem críticas de Cinthia e afirmam que regularização fundiária já foi aprovada

  • 13/Ago/2019 13h49
    Atualizado em: 13/Ago/2019 às 13h54).
Vereadores rebatem críticas de Cinthia e afirmam que regularização fundiária já foi aprovada Foto: Aline Batista/CM Palmas

Na sessão ordinária desta terça-feira, 13, os vereadores de Palmas usaram a tribuna para criticar a postura da chefe do Executivo Municipal, a prefeita Cintia Ribeiro (PSDB), em razão de suas manifestações públicas – via redes sociais – ao proferir críticas à Casa Legislativa, por não ter colocado em pauta a votação de duas Medidas Provisórias. A primeira criava a Secretaria de Regularização Fundiária e a segunda, que retirava a atribuição de atuar junto às feiras livres, da Secretaria de Desenvolvimento Rural, repassando tal missão para a Secretaria de Desenvolvimento Econômico.

Os parlamentares foram unânimes em afirmar que o fato da Prefeitura não ver votada as Medidas Provisórias não a impedem de dar prosseguimento à regulamentação fundiária na cidade de Palmas. O presidente da Câmara, o vereador Marilon Barbosa (PSB), cobrou mais diálogo com o parlamento por parte da prefeita. “A prefeita nunca me recebeu e nem tampouco ninguém dessa Casa, sequer responde as mensagens que lhe são enviadas. Como pode uma pessoa querer governar individualmente uma cidade? E mais: jogar o povo contra esse parlamento? Aqui não é uma extensão do Executivo. Esse parlamento tem postura soberana. Essa Secretaria tinha como único objetivo servir como cabide de emprego e gerar despesas para a cidade”, desabafou Marilon.

Para o vereador Rogerio Freitas (MDB), faltou articulação por parte do Executivo para aprovar as Medidas Provisórias. “O parlamento é maduro, sempre colocamos em pauta os temas de interesse do povo palmense. Nós manifestamos nossos votos de acordo com nossa consciência. Então, que a Prefeitura dê um passo atrás e ouça o parlamento. Não é possível governar por Medida Provisória. Queria deixar bem claro que parceria política não quer dizer que prevaleça apenas a vontade dela”, argumentou Freitas. Logo adiante, o emedebista pontuou que o fato de criar ou não a Secretaria de Regularização Fundiária, com 21 cargos, não pode implicar na falta de ações para conceder os títulos definitivos às pessoas, mesmo porque, o projeto de regularização fundiária do município de Palmas já foi votado e aprovado pela Casa de Leis.

Por sua vez, a líder da prefeita, vereadora Laudecy Coimbra (SD), destacou que a gestora municipal sempre procurou manter boas relações com o Parlamento. “Existem pessoas que querem se aproveitar da situação para tirar algum proveito com a intenção de que o Executivo se desgaste com o Legislativo. É a turma do quanto pior melhor. As divergências existem, mas não irão chegar ao ponto de prejudicar o povo palmense, uma vez que o diálogo sempre vai prevalecer. Tenham certeza que estamos aqui para trabalhar por Palmas”, concluiu Laudecy.

Ainda usaram a tribuna durante a sessão, com a finalidade de abordar o mesmo tema, os vereadores Milton Neris (PP), Hélio Santana (PV), Lúcio Campelo (PR), Tiago Andrino (PSB), Vandim do Povo e Filipe Fernandes (DC) e Moisemar Marinho(PDT). (Paulo de Deus)