Governo discute com parceiros a reestruturação da Cadeia Produtiva do Pequi

  • 26/Jul/2019 10h36
    Atualizado em: 26/Jul/2019 às 10h41).
Governo discute com parceiros a reestruturação da Cadeia Produtiva do Pequi Foto: Antonio Gonçalves/Governo do Tocantins

O Governo do Estado, por meio da Secretaria da Indústria, Comércio e Serviços, (SICS), reuniu, na tarde desta quinta-feira, 25, parceiros da estrutura governamental e da iniciativa privada, para discutir a reestruturação da Cadeia Produtiva do Pequi no Estado. A ideia é organizar a extração e agregar valor ao produto para atender mercados da União Europeia e dessa forma, promover geração de emprego e renda nos municípios.

A reunião, coordenada pela pasta, contou com a participação da Secretaria da Agricultura, Pesca e Aquicultura (Seagro), Secretaria do Trabalho e Ação Social (Setas), Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins), Organização das Cooperativas Brasileiras do Tocantins (OCB/Sescoop), prefeituras de Nazaré e Guaraí e empresários que comercializam o produto.

Durante a reunião, foi discutida a responsabilidade de cada órgão como capacitação técnica, assistência e organização dos produtores no que ser refere às etapas que envolvem a Cadeia Produtiva do fruto: extração, transporte, processamento e comercialização.

O Governo do Estado tem pressa com as ações porque quer atender a demanda de um exportador que pretende comprar cerca de 30 toneladas do produto, a partir de setembro, para ser enviado a países da União Europeia. Também há interesse nos subprodutos do fruto como a farinha e o óleo.

Para atender a demanda deste mercado, nesta etapa inicial, serão implantadas duas agroindústrias no estado, uma em Brejinho de Nazaré e outra em Guaraí onde será feito o processamento do fruto. A ideia é utilizar os equipamentos e o trabalho que os municípios já possuem com os produtores locais. Além de receber o apoio de órgãos como Ruraltins, OCB/Sescoop e a Setas.

Segundo o secretário de Trabalho e Desenvolvimento Social, José Messias Araújo, estes dois municípios foram selecionados, nesta etapa inicial, por serem regiões produtoras e com capacidade logística muito boa. “O pequi pode se tornar uma importante fonte de geração de emprego e renda para as famílias que vivem principalmente da agricultura familiar”, destacou o secretário.

O Tocantins hoje é o segundo estado produtor de pequi, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mas ainda não conta com nenhuma estrutura que agregue valor ao produto.

O gerente de Arranjos Produtivos da Secretaria da Indústria, Comércio e Serviços, Marcondes Martins, destaca que para atender esta e outras demandas, tanto do mercado nacional e internacional, o Governo do Estado está trabalhando a estruturação deste arranjo produtivo.

“Vamos elaborar um plano de ação para agregar valor a este e a outros produtos do bioma do Cerrado”, afirmou. O gerente lembra que o saco do pequi bruto sai a R$ 6, se este mesmo produto for processado, embalado a vácuo, passa a valer R$ 35, “por isso, pode se tornar uma importante fonte de renda para estas comunidades”, pontuou.