Polícia Civil deflagra Operação Place de Grève na região Central do Estado

  • 11/Jul/2019 15h42
    Atualizado em: 11/Jul/2019 às 15h46).
Polícia Civil deflagra Operação Place de Grève na região Central do Estado Foto: Dennis Tavares

A Polícia Civil do Tocantins deflagrou na manhã desta quinta-feira,11, em Paraíso do Tocantins, a 60 km de Palmas, a Operação Place de Grève. A ação foi realizada pela unidade especializada em investigações criminais do município em parceria com a unidade circunscricional de Divinópolis, na região Sudoeste do Estado.

O objetivo da Operação, que ganhou este nome em alusão ao espaço público francês onde foi utilizada a guilhotina, pela primeira vez, durante a Revolução Francesa, é o combate ao crime organizado e a prisão de suspeitos de um homicídio ocorrido na região em junho passado. Nesta operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão, três mandados de prisão preventiva e um de internação de adolescente. Os três homens serão encaminhados para a Casa de Prisão Provisória de Paraíso do Tocantins e o adolescente internado na unidade masculina de reintegração, localizada na Capital.

Histórico

De acordo com o delegado Eduardo de Menezes, no dia 08 de junho deste ano, a vítima, Herick Luan Pereira de Araújo, 22 anos, foi encontrado decapitado, em Divinópolis. O corpo estava dentro de uma casa em construção e, além das marcas de agressão, a vítima teve as mãos e os pés amarrados.

A investigação apurou que, no dia 07 de junho, a vítima, por volta do meio-dia, fora abordado por cinco homens, sendo sequestrado e levado a um cativeiro. Lá chegando, ele fora amarrado e torturado. “Dali se iniciou um ritual de tortura que durou aproximadamente 12 horas. A vítima foi humilhada e espancada no intuito de colher elementos que subsidiassem a sua sentença de morte por parte da facção criminosa responsável pela ação”, afirmou o delegado.
 
Em seguimento aos atos de sadismo, na madrugada do dia 08, a vítima foi levada para uma residência em construção e num dos cômodos, onde provavelmente será um banheiro, ele foi decapitado. “O que chamou a atenção e o laudo pericial indica, a vítima ainda estava viva quando teve sua cabeça cortada. Isso denota tamanha crueldade”, afirmou.

Ainda de acordo com o delegado, além das três prisões e da apreensão de adolescente realizadas nesta quinta-feira, a identificação de outros participantes da ação ainda é alvo de investigação. “Existe também a suspeita da participação de outro homem e também de duas mulheres, que no momento da execução, estariam acompanhando o homicídio”, disse.

Motivação

O delegado Eduardo de Menezes lembrou ainda que uma outra situação que precisa ser esclarecida é a motivação do crime. “O que a gente tem hoje, com clareza, é que de alguma forma a vítima atentou contra os interesses da facção. A gente não consegue individualizar e precisar quais”, ressaltou.

Apoios

Ao total, participaram da Operação cerca de 80 policiais civis do Tocantins, contando com o apoio de delegacias circunscricionais e especializadas da região Central e Sudoeste do Estado, da Capital e de Porto Nacional, além do Grupo de Operações Táticas Especiais – GOTE e da equipe multimissão do Centro Integrado de Operações Aéreas – CIOPAER, e da recém criada Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO), cujo diretor, delegado Evaldo Gomes acompanhou pessoalmente e afirmou: “Nós estamos aqui hoje, dando suporte às delegacias responsáveis pela operação, para concretizar as ações de planejamento, controle e execução das ações de combate à corrupção e ao crime organizado”.