ACISAPN diz que interdição da ponte sobre o rio Tocantins foi uma decisão correta mas faz cobraças ao governo

  • 23/Mai/2019 16h19
    Atualizado em: 23/Mai/2019 às 16h21).
ACISAPN  diz que interdição da ponte sobre o rio Tocantins foi uma decisão correta mas faz cobraças ao governo Foto: Divulgação

O presidente da Associação Comercial Industrial de Serviços e Agropastoril Porto Nacional (ACISAPN), Wilson Neves, após um giro junto aos associados, empresários e comerciantes de Porto Nacional discutiram o impacto financeiro negativo que se instalou no comercio portuense. Wilson Neves também esteve com o governador Mauro Carlesse, em audiência intermediada pela senadora Kátia Abreu, em seu escritório de trabalho na Agrotins.

A reivindicação levada ao governo Mauro Carlesse, pelo presidente da ACISAPN, foi uma flexibilização do tráfego sobre a ponte de Porto Nacional, no sentido de permitir a passagem dos ônibus que fazem linha interestadual, coletivos locais e uma exceção para os caminhões que prestam serviços para o frigorífico local.

Além da mobilização política, Wilson Neves está mobilizando a população de Porto Nacional com um abaixo-assinado que demonstra o nível de insatisfação da sociedade portuense, bem como a depreciação econômica que se instalou no comércio em geral.


Nova Ponte

Paralela a essas medidas emergenciais solicitadas ao governador para que ele dê celeridade às tratativas de construção da antecipação da nova ponte. Para o presidente da Associação Comercial de Porto Nacional, os prejuízos no comércio, especialmente dos segmentos de hotelaria, restaurantes e postos de combustíveis localizados às margens da rodovia, já ultrapassa a casa dos 42,%, “o que tem gerado um grande prejuízo à população que está sofrendo com demissões, sobretudo nos hotéis e nas churrascarias. Também observamos queda no movimento da rodoviária, o que afetou diretamente aos taxistas e moto taxistas”, comentou.

De acordo com Wilson Neves, um cidadão de Porto Nacional e região que precisa se deslocar de ônibus via rodovia 153 (Belém-Brasília), terá que se deslocar até Palmas, o que acarreta grandes desconfortos e prejuízos, já que as empresas repassam aos consumidores o aumento do custo da viagem.

“A população entende que providências tinham que ser tomadas em relação à ponte e tem consciência de que a medida adotada pelo governador foi necessária. Sabemos dos sofrimentos e prejuízos que nossos comerciantes estão tendo, porém, diante de tudo isso, fizemos um apelo ao governador para analisar tecnicamente a possibilidade de liberar o trânsito para passagem dos ônibus interestaduais e urbanos e dos caminhões do frigorífico Jatobá, que abastecem a cidade de Porto Nacional. Pedimos ainda que seja feito, em caráter de urgência, o anúncio do início da construção de uma nova ponte. O povo portuense é merecedor e agradece tal deferência pelo governo de Mauro Carlesse”, esclareceu o presidente da ACISAPN, Wilson Neves.

Fizeram parte da reunião, como parte interessada, representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), empresários do setor de alimentação (churrascaria e restaurantes), e representantes das empresas diretamente afetadas como o frigorifico Jatobá, Real Leilões, Posto de combustível Siqueira, Água Serra do Porto, armazéns de grãos, além de pequenos produtores e chacareiros.

De acordo com Wilson Neves, são empresários e pequenos produtores que faziam a travessia diária pela ponte, por meio de caminhões ou ônibus circulares para comercializarem seus produtos produzidos. Neves alega que essas pessoas estão deixando de trazer os produtos para Porto ou, para não ter prejuízos ainda maiores, estão comercializando na cidade de Paraíso, prejudicando a arrecadação de ICMS de Porto Nacional que sofreu redução de aproximadamente 12 milhões, após 60 dias de interdição da ponte.

Outro fator a ser considerado, são as linhas de ônibus que ligam Porto Nacional às cidades de Fátima, Oliveira de Fátima e Nova Rosalândia e que não estão mais circulando ou tiveram redução de 50% nos horários, graças à demora na travessia da balsa que fica em torno de 4 a 5 horas de espera. Os empresários alegam que se continuar dessa forma, não terão condições de manter as linhas circulando, já que houve uma redução de 80% do movimento de passageiros.

De acordo com a reivindicação do presidente da ACISAPN, os ônibus municipais que atendem aos distritos de Porto Nacional são micro-ônibus cuja tara é de 6.150 toneladas. “Queremos que o governador avalie a possibilidade de retornar a travessia desses micro-ônibus, bem como das ambulâncias e transportes escolares. Claro que dentro das possibilidades técnicas, pois não queremos colocar vidas em riscos”, esclareceu.


Interdição total da ponte – atitude correta e invitável

No último dia 10 de maio completou 90 dias que a ponte sobre o rio Tocantins, em Porto Nacional, foi interditada pelo chefe do executivo, governador Mauro Carlesse.

À época o governador fez uma vistoria pessoalmente e constatou que a situação estrutural da ponte poderia estar comprometida, motivo pelo qual determinou a interdição e a realização de estudos necessários que garantisse a segurança dos transeuntes.

Desde então os portuenses e os que precisam passar pela cidade, estão fazendo a travessia do rio, por meio de balsas.