Pesquisa em Palmas apontava Luxemburgo com potencial ao Senado em 2010

  • 11/Mai/2019 18h07
    Atualizado em: 11/Mai/2019 às 18h16).
Pesquisa em Palmas apontava Luxemburgo com potencial ao Senado em 2010 Foto: Divulgação

As primeiras intenções de um dos maiores técnicos do futebol brasileiro, Vanderlei Luxemburgo, ao aportar em terras tocantinenses na década passada, traziam, num primeiro momento, o desejo de investimentos no agronegócio e no ramo imobiliário. Ocorre, porém, que o convite do então prefeito Raul Filho, respaldado pelo presidente Lula na época, para que o técnico concorresse a uma das vagas ao Senado nas eleições que se realizariam em 2010, mudaram nitidamente os planos de Luxemburgo e este aceitou de pronto o convite. A partir daí, passou a participar de eventos esportivos, tais como: visitas aos municípios, realização de torneios de futebol com a marca do seu nome, participação em eventos sociais, não delongando muito para que a sua imagem ganhasse visibilidade política e se propagasse por todo o Tocantins. Em 2009, portanto, um ano antes do ano eleitoral, o Ipepe foi contratado pelo técnico (foto da entrega do estudo) para realizar uma pesquisa de intenção de votos, coordenada por este jornalista, com nomes ventilados à disputa.

Na medição estimulada, o Ipepe fez a sondagem com nomes que na época estavam em evidência para concorrer a uma das duas vagas daquele calendário eleitoral. Para tanto, os nomes sugeridos à escolha do eleitor foram os de Siqueira Campos, Marcelo Miranda, Moisés Avelino, Vanderlei Luxemburgo, Paulo Mourão, João Ribeiro, Leomar Quintanilha e Osvaldo Reis. Conforme o levantamento, Siqueira teria 35.54% das intenções votos, com a segunda vaga registrando empate técnico entre Marcelo Miranda (23.81%), Moisés Avelino (18.74%) e Vanderlei Luxemburgo (17.05%), com base na margem de erro de 3 pontos para mais ou para menos. Ademais, Paulo Mourão registrou índices de (13.36%), João Ribeiro, (12.44%), Leomar Quintanilha e Osvaldo Reis, ambos com (7.68%) de intenções. O percentual de indecisos foi de (7.22%). Já 9.98% disseram que não votariam em nenhum dos nomes propostos e (6.30%) não souberam ou não quiseram responder. O estudo ouviu 800 eleitores na Capital, em junho de 2009.

O cenário favorecia Luxemburgo

O estudo buscou saber dos palmenses o que eles achavam da decisão do técnico Vanderlei Luxemburgo de ingressar na política tocantinense e concorrer a uma vaga no Senado da República. De acordo com os dados, entre os que achavam uma ótima e boa ideia de Luxemburgo concorrer, o percentual foi de 42.46% de citações. Contudo, 20.11% disseram que o plano de concorrer era mais ou menos boa, enquanto a soma de reprovação ruim e péssima alcançou 22.27% na opinião dos entrevistados. Por fim, 14.56% não opinaram. O Ipepe ainda perguntou ao eleitor se ele nutria alguma simpatia por Luxemburgo. Como resposta, 47.24% disseram que sim, ao passo que 27.15% responderam que não nutria simpatia por Luxemburgo e 21.78% declararam ter mais ou menos simpatia. Finalmente, 3.83% não opinaram.

Apesar de Siqueira Campos ter concorrido ao governo e não ao Senado, Marcelo Miranda ter participado, mas impedido de tomar posse por decisão judicial e Moisés Avelino, Leomar Quintanilha e Osvaldo Reis não terem entrado no certame eleitoral daquele ano, o nome de Luxemburgo tinha reais chances na corrida por uma vaga, uma vez que, num curto espaço de tempo, apenas apresentando o nome dele num possível jogo eleitoral, já possuía quase 20% de intenções só em Palmas, e os eleitos, João Ribeiro e Vicentinho alcançaram 27.96% e 24.77%, respectivamente, dos votos válidos no resultado final das urnas. Aliás, o que pouca gente sabe é que Vanderlei Luxemburgo tinha bem antes do convite do prefeito Raul Filho, o incentivo do presidente Lula e de toda a família do presidente para postular essa disputa pelo Tocantins. Entretanto, uma falha na questão do domicílio do técnico, detectado pelo Tribunal Regional Eleitoral –TO, o impediu que o projeto político tivesse seus avanços almejados.

*Por Goianyr Barbosa – jornalista, radialista e consultor político