Polícia Civil do Tocantins recebe apoio da Frente Ética contra a Corrupção e de delegados de SP

  • 15/Mar/2019 11h18
    Atualizado em: 15/Mar/2019 às 11h34).
Polícia Civil do Tocantins recebe apoio da Frente Ética contra a Corrupção e de delegados de SP Foto: Divulgação Sindepol TO

A atual situação do sucateamento da Polícia Civil do Estado do Tocantins (PCTO) entra em pauta com a implantação da Frente Ética Contra a Corrupção (FECC), na próxima terça, 19, na Câmara dos Deputados, em Brasília-DF. As medidas relacionadas à instituição de segurança também foram objetos de repúdio de delegados de São Paulo.


Após as recentes medidas políticas do Governo do Estado, a manifestação em apoio à PCTO veio do coordenador da FECC e Deputado Federal (PSB), Prof Luiz Flavio Gomes, na última terça-feira, 12, durante uma sessão no plenário, em diálogo com o presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia Civil do Tocantins (Sindepol/TO), Mozart Felix.

No encontro, o parlamentar se comprometeu em analisar a situação atual do Estado do Tocantins e aproveitou para convidar Mozart para participar da inauguração. “Discutiremos a situação do Tocantins imediatamente na Frente Ética Contra a Corrupção, pois o combate tem que ser firme, dentro da legalidade, não queremos arbitrariedade, é evidente, mas nós temos que nos unir porque senão a corrupção vai perdurar eternamente na nossa vida e na nossa história”, afirma Luiz Flavio Gomes.

Segundo Mozart Felix, o apoio é de extrema importância neste momento, visto que a perseguição política do Governo parte da persistência da Polícia Civil em combater a corrupção no Estado. “Nos sentimos honrados com o apoio da FECC, pois temos lutado por um Estado livre de corrupção, mesmo com o sucateamento da PCTO. Esse apoio nos torna mais fortes para continuarmos firmes no combate”, comenta agradecido Felix.


Delegados de São Paulo


O Sindicato dos Delegados de Polícia de São Paulo repudiou um decreto do governador do Tocantins, Mauro Carlesse (PHS), que proíbe delegados da Polícia Civil de criticar o governo. No decreto, a classe fica obrigada a informar o Delegado-Geral, que é indicado pelo governador, sobre operação em repartições públicas com antecedência.

Em nota divulgada nesta quinta-feira, 14, o sindicato paulista defendeu a inconstitucionalidade da medida. "Trata-se de um atentado à liberdade de expressão, uma das colunas da democracia, e uma forma de impedir que a sociedade tenha acesso a informações de interesse público", diz a nota.

Leia abaixo a íntegra da nota:

O Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp) expressa seu apoio aos delegados de polícia do Tocantins e repudia a "lei da mordaça" que está sendo imposta pelo Governo daquele estado, proibindo autoridades policiais civis de tecerem comentários ou críticas a respeito de gestores públicos, de divulgarem informações relativas a prisões e investigações sem autorização da SSP ou de cumprirem mandados judiciais em repartições públicas sem conhecimento e autorização do delegado-geral, além de diversos outros entraves no contato com a imprensa.

O Sindpesp considera tais retaliações absurdas e ressalta que é inconstitucional querer impedir que Delegados de Polícia se manifestem ou que condicionem suas declarações e atividades profissionais à prévia avaliação da Delegacia Geral de Polícia ou à SSP, sobretudo, em se tratando de situações que não originam qualquer prejuízo ao andamento de uma investigação policial. Trata-se de um atentado à liberdade de expressão, uma das colunas da democracia, e uma forma de impedir que a sociedade tenha acesso a informações de interesse público.

Da Redação