Plenário rejeita urgência ao pedido de Paulo Mourão sobre gastos milionários com tendas e publicidade

  • 06/Dez/2018 17h25
    Atualizado em: 06/Dez/2018 às 17h42).
Plenário rejeita urgência ao pedido de Paulo Mourão sobre gastos milionários com tendas e publicidade Foto: Koró Rocha

O Plenário da Assembleia rejeitou na sessão vespertina dessa quarta-feira, 5, pedido de urgência do requerimento do deputado Paulo Mourão (PT) que solicita informações sobre as empresas que concorreram à licitação de aluguel de tendas e empresas de publicidade para divulgação de ações parlamentares.

O deputado Eduardo Siqueira Campos, um dos que votou contra o pedido de urgência, afirma que respeita as proposituras de todos os seus colegas, mas lembrou que eles têm acesso a qualquer informação da Casa, sem a necessidade fazê-lo por meio de requerimento. E dirigindo-se à presidente da AL, deputada Luana Ribeiro, disse: “Senhora presidente, eu, como parlamentar, se tiver qualquer dúvida ou quisesse esclarecimento de vossa excelência, solicitaria individualmente ou iria ao seu gabinete. Portanto, com todo respeito à ausência do deputado Paulo Mourão, esta Casa é aberta, tudo aqui é publicado no Diário da Assembleia. Desta forma, não vejo motivo para aprovar a urgência, e no mérito [do requerimento em si] também votarei contra”.

Alegando motivos semelhantes, os deputados José Bonifácio (PR), Amália Santana (PT) e Valderez Castelo Branco (PP) também votaram contra a urgência do requerimento do petista. “Respeito o deputado Paulo Mourão, mas nós podemos apresentar um requerimento aqui para pedir documentos de outros órgãos, porque os desta Casa nós já temos acesso. Além disso, as informações solicitadas estão no Portal de Transparência, e tenho certeza que nenhum funcionário da Assembleia se nega a prestar informação a nenhum de nós, deputados. Portanto, sou contra”, alegou Valderez.

Relembrando

Conforme já noticiado aqui, o deputado Paulo Mourão apresentou requerimento ao plenário da Assembleia, solicitando todas as informações acerca de atos da presidência da Casa para contratação de serviços de tendas com valor superior a R$ 3 milhões, bem como contrato com uma agência de publicidade com valor superior a R$ 13 milhões. A suspeita é de que os valores estariam fora dos padrões de economicidade estabelecidos pela Constituição Federal.