Escândalo do lixo bate à porta do gabinete do deputado Olynto Neto na AL

  • 05/Dez/2018 18h15
    Atualizado em: 05/Dez/2018 às 18h17).
Escândalo do lixo bate à porta do gabinete do deputado Olynto Neto na AL Foto:

Denúncia anônima feita à Polícia Civil, levou à abertura de inquérito pelaDelegacia de Repressão a Crimes de Maior Potencial Contra a Administração Pública (Dracma), para investigar possíveis crimes praticados pelo deputado estadual Olyntho Neto (PSDB) e por Lívio de Morais Severino, ex-assistente de gabinete do tucano, exonerado após o caso do lixo hospitalar em Araguaína ter vindo à tona.

A PC teria recebido cópia de uma ata de uma reunião do consórcio intermunicipal denominado “União II”, realizado em Barra do Ouro, com a presença de representantes de Filadélfia, Palmeirante e Goiatins. Nesta audiência, Lívio de Morais Severino representou a Sancil Sanantônio Construtora e Incorporadora, empresa alvo da Operação Expurgo, que investiga armazenamento irregular de lixo hospitlar.

Conforme consta na ata, a pauta da audiência realizada em agosto deste ano era o cronograma para sanar pendências no Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) para garantir uma licença de operação de aterro sanitário. Diante desta informação, a Dracma solicitou ao Tabelionato de Notas de Araguaína todas as procurações públicas outorgadas pela Sancil Sanantônio.

A Dracma constatou a existência de procuração pública outorgada pela Sancil em favor de Lívio de Morais Severino, dando plenos poderes ao mesmo para representar a empresa. Vale ressaltar que nesse período Lívio era servidor público da Assembleia Legislativa, exercendo cargo em comissão de assistente de gabinete das comissões permanentes do deputado estadual Olyntho Neto.

Devido à atuação de Lívio de Morais em favor da Sancil no período em que era assessor de Oyntho Neto e pela empresa ter “estreitos vínculos com familiares” do parlamentar, a Dracma resolveu instaurar inquérito para apurar crimes pela utilização de servidor público para fins particulares.

Em nota, o parlamentar disse que não faz parte do quadro societário da Sancil e que não responde por ato referente à vida particular de qualquer cidadão. Olyntho diz ainda que os assessores do gabinete “têm liberdade de exercer qualquer atividade que não interfira em suas atribuições”. Veja íntegra da nota

NOTA À IMPRENSA

O deputado estadual Olyntho (PSDB) reafirma que não faz parte do quadro societário da empresa citada; não responde por qualquer ato referente à vida particular de qualquer cidadão, seja ex-assessor ou não, e seus assessores tem liberdade de exercer qualquer atividade que não interfira em suas atribuições junto ao gabinete”.