Moeda social vai ajudar no fomento de iniciativas culturais

  • 03/Dez/2018 17h27
    Atualizado em: 03/Dez/2018 às 17h28).

Artistas e trabalhadores da cultura que participam do 14º Anjos do Picadeiro – Encontro Internacional de Palhaços, no Rio de Janeiro, estão conhecendo um novo modelo econômico para transações financeiras: o Banco da Cultura e o e-dinheiro, uma moeda social cujo principal objetivo é contribuir no fomento de projetos culturais, empoderamento da classe artística e desenvolvimento do consumo local.

“O Banco da Cultura, primeiro do gênero criado no Brasil, será um banco social digital, baseado na plataforma e-dinheiro e tem o objetivo de fomentar a solidariedade e sustentabilidade entre os trabalhadores culturais. A iniciativa também visa à preservação do meio ambiente, uma vez que estimula o consumo consciente através de transações 100% virtuais/eletrônicas”, explica João Carlos Artigos, um dos responsáveis pelo Anjos do Picadeiro.

O Banco da Cultura é inspirado no Banco Palmas (CE), precursor dos bancos solidários no Brasil. “Quem usa o Banco da Cultura e o e-dinheiro pode realizar qualquer operação bancária tradicional de forma ágil e muito prática. O comerciante que tem seu empreendimento cadastrado na plataforma tem descontado 2% sobre cada operação (abaixo das taxas praticadas pelos bancos tradicionais). Esses 2% retornam para o Banco da Cultura, que irá investir no fomento de atividades artísticas” explica Joaquim de Melo, coordenador do Banco Palmas.

O desafio é fazer o e-dinheiro circular entre os trabalhadores, apoiadores e simpatizantes da cultura, tarefa que estará sob a responsabilidade de um grupo de artistas que participam do Anjos do Picadeiro e que farão a gestão do Banco da Cultura. Joaquim de Melo está no Rio de Janeiro para apresentar o e-dinheiro durante o Anjos do Picadeiro. Ele comenta: “Já cadastramos vários comerciantes aqui do entorno da Fundição Progresso – um processo muito ágil que não leva mais de três minutos. Dessa forma, toda vez que alguém usar a plataforma e-dinheiro num desses estabelecimentos, estará gerando recursos para o Banco da Cultura. É possível criarmos uma grande rede solidária no mundo. A maneira como a gente consome diz muito sobre a sociedade que queremos construir, ou acumulando ou distribuindo. Eu prefiro distribuir”.

Qualquer pessoa pode se cadastrar na plataforma e-dinheiro e abrir sua conta. Basta ter um smartphone e baixar o aplicativo nas lojas Google Play ou Apple Store. É uma plataforma totalmente legal, regulada pelo Banco Central – Lei das Moedas Eletrônicas.