Dia Mundial e Estadual de Luta Contra a Hanseníase é discutido em roda de conversa

  • 30/Nov/2018 14h10
    Atualizado em: 30/Nov/2018 às 14h12).
Dia Mundial e Estadual de Luta Contra a Hanseníase é discutido em roda de conversa Foto: Divulgação

Visando esclarecer sobre a hanseníase, alertar a sociedade sobre os sinais e sintomas e incentivar a procura pelos serviços de saúde, a Secretaria Estadual de Saúde através da assessoria de hanseníase, promove anualmente a Campanha do Dia Mundial e Estadual de Luta Contra a Hanseníase. O evento será realizado no período de 3 a 7 de dezembro em uma roda de conversa com todos os servidores da SES-TO, no auditório do 4 andar , ANEXO I, com início às 8h.

Suen Oliveira Santos, responsável pela área técnica de hanseníase falou da importância de promover atividades de educação em saúde. “Essas ações favorecem a redução do estigma e do preconceito que permeiam a doença, bem como a quebra da cadeia de transmissão".

Ela explicou ainda, que na ocasião será disponibilizado formulários para preenchimento individual dos servidores para realizar triagem. “Caso alguém apresente algum agravo estaremos realizando consulta também".

Dados

No ano de 2017, o Brasil diagnosticou 26.875 casos novos de hanseníase e o Tocantins 1241 casos novos. Este ano no período de janeiro a setembro o Tocantins diagnosticou 1241 casos novos de hanseníase, sendo que o município de Palmas diagnosticou 572 casos.

Detecção e Tratamento

A Hanseníase é uma doença crônica, transmissível, de notificação e investigação compulsória, causada pela bactéria Mycobacterium leprae, capaz de infectar grande número de pessoas.

A transmissão se dá de uma pessoa doente sem tratamento para outra, após um contato próximo e prolongado, especialmente os de convivência domiciliar. A doença, que atinge pele e nervos tem cura. Se não diagnosticada e tratada precocemente, pode causar incapacidades e deformidades físicas.

Por isso, a recomendação do Ministério da Saúde é que as pessoas procurem o serviço de saúde ao aparecimento de manchas em qualquer parte do corpo, principalmente se essa mancha apresentar alteração de sensibilidade ao calor e ao toque, configurando como um dos sinais e sintomas sugestivos da doença.

O tratamento ofertado pelo SUS nas unidades públicas de saúde de todo o país é feito por via oral, com a Poliquimioterapia (PQT), uma associação de três antibióticos. O esquema de tratamento depende da classificação da doença: Paucibacilar (PB) com seis doses em até nove meses, ou Multibacilar (MB), com 12 doses em até 18 meses. Além do exame dermatológico, os pacientes deverão ser submetidos a uma avaliação neurológica simplificada, orientados quanto aos cuidados com olhos, mãos e pés para prevenção de incapacidades.