Tocantins sedia o 15º Congresso Brasileiro de Hansenologia

  • 14/Nov/2018 15h31
    Atualizado em: 14/Nov/2018 às 15h35).
Tocantins sedia o 15º Congresso Brasileiro de Hansenologia Foto: Divulgação

Acontece de 15 a 17 deste mês, no auditório do Centro de Convenções Arnauld Rodrigues - Parque do Povo, em Palmas, o 15º Congresso Brasileiro de Hansenologia, com o objetivo de promover a troca de experiências, em especial da academia com os servidores do sistema público de saúde. O evento é uma edição comemorativa aos 70 anos da Sociedade Brasileira de Hansenologia (SBH).

Segundo a representante da área técnica da hanseníase da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Suen Oliveira Santos, o fato do Tocantins ser um Estado hiperendêmico e contar com uma experiência importante para o controle da hanseníase, em Palmas foi determinante para o mesmo sediar o evento. “Após a última edição em Belém, foi decidido em assembleia geral que a Sociedade Brasileira de Hansenologia com apoio da Secretaria Municipal de Saúde de Palmas (SEMUS) e da SES e outras instituições pelo Mundo referente à hanseníase realizariam o 15º Congresso Brasileiro de Hansenologia aqui”, informou.

Durante o evento, serão debatidos os avanços no combate à doença que debilita, marginaliza, cega, mutila, incapacita e até mesmo  desfigura milhões de pessoas que em sua maioria, vivem em condições financeiras precárias, com baixo nível de escolaridade, com água não tratada, higiene e saneamento inadequados.  “A realização deste evento, demonstra a real preocupação dos governantes e servidores da saúde com a hanseníase além de, viabilizar propostas que possam contribuir com a melhoria na identificação/diagnóstico, tratamento, atenção e assistência ao paciente referente ao enfrentamento do referido agravo”, destacou Suen.

 A técnica enfatizou ainda, que “o fato de estarmos ocupando o 2º lugar no ranking nacional em detecção geral e também em menores de 15 anos, em 2017, indica a hiperendemicidade do agravo e que estamos intensificando esforços para readequar as ações desenvolvidas, no Estado, na Rede de Atenção a Hanseníase, enfocando desde o diagnóstico, tratamento e investigação epidemiológica de contatos, pois acreditamos que desta forma estaremos quebrando a cadeia de transmissão”.

Em 2017, foi criado no Tocantins, um grupo técnico com todos os atores envolvidos direta e indiretamente na Rede, perpassando desde a atenção básica até a alta complexidade.

Em 2018, já foram diagnosticados 1362 novos casos, sendo que 9% deles apresentam sequelas visíveis. “A nossa preocupação é diagnosticar os casos precocemente, examinar os contatos anualmente das pessoas que já tiveram ou que estão tratando hanseníase, para que no futuro possamos realmente controlar a doença em nosso Estado e em todo o país”, finalizou a técnica.

Destinado aos profissionais de saúde de toda a Federação Brasileira e Internacionais, o congresso contará com a presença de representantes da Secretaria de Estado da Saúde do Tocantins (SES-TO); Sociedade Brasileira de Hansenologia (SBH); Organização Mundial da Saúde (OMS); Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS); Ministério da Saúde (MS); Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD); Fundação Nippon; Fundação Sasakawa; Fundação Novartis; Conselho dos Secretários Municipais de Saúde do Tocantins (COSEMS-TO); Movimento de Reintegração dos Hansenianos (Morhan); além de representantes de movimentos sociais.

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