Eleição no reino da bicharada invertebrada

  • 29/Out/2018 15h14
    Atualizado em: 29/Out/2018 às 15h17).
Eleição no reino da bicharada invertebrada Foto: Divulgação

Não se assuste em ouvir falar entre vários bichos que juntaram em duas plataformas políticas para uma peleja. Trata-se de uma eleição no reino da bicharada dos animais sem esqueleto, ou seja, sem osso.

Atualmente o chefe deste Reich é a famosa lombriga Tênia que tomou lugar da temida Ascaris. A Ascaris foi levada ao Reich pela d´mão da Imperiosa Sanguessuga, que agora quer conduzir um Carrapato ao mando do reino.

Desde as eras mais ancestrais procuramos a raiz da origem das criaturas vivas, e durante todo esse tempo sempre tivemos nossas respostas na forma de fantasias, estórias fantásticas e recheadas de alegorias que foram transmitidas de geração após geração. Segundo Darwin, os organismos mais bem adaptados ao meio têm maiores chances de sobrevivência do que os menos adaptados.

As disputas por mandos de espaços pelos viventes vêm de longe, tanto para os mansos, como para os brutos, no governo animália como no império vegetal.

Pela teoria evolutiva por Charles Darwin os bichos das águas subiram para a terra, voantes voltaram pra a água, quadrupedes transformam-se em bípedes, e mais transformações aparecerão, todas resultantes de um longo processo de opções ou eleições entre bichos.

Mas o que importa é que as festas no Reich continuam. A Tênia, por sua vez, de quando em vez surge em noticiários de rádio e televisão, ele e sua zoologia de pesadões, acurados pelos banquetes de sangue coagulado a milanesa, assado em churrasqueira gourmet com arroz vermelho, produção dos eleitos nas safras passadas.

Bruschettas de caviar, iguaria de luxo, consistindo em ovas de peixe esturjão e alguns pobres crustáceos, como o inofensivo camarão empanado, e caríssimos vinhos sangue dos bois fazem parte da entrada destes glutões.

Insaciável Sanguessuga, Ascaris e Tênia com seus comparsas comeram quase toda a produção, os quais foram sugados por túneis cavados pelas Vespas Carniceiras. Isso acendeu falta de expedientes para cuidar das estradas, dos hospitais, das escolas, da segurança, do lixo que fermentam em azedume e NH3 que favoreceu o crescimento descontrolado da população dos insetos amigos da Sanguessuga, em especial os pernilongos, mosquito da dengue que crescem em proporções diretamentente ajustada à putrefação e a corrupção dentro do reino, onde seus anciãos estão ofuscados, silenciosos e indiferentes com a soberania popular. São baratas de esgotos e latrinas, escorpiões dos buracos escuros da ética, aranhas peçonhentas que acham que tudo deste mundo pertence ao seu quadrado, levedura ideal que proporcionam um bolo de festa aos bichos graduados, como os ratos, as cobras e os abutres.

Voltando ao pivô central da conversa, na eleição agora surgiu uma ponta de esperança, subiu no terraço oposto o Mangangá, de onde deu uma sacolejada de esperança nos bichos do bem. A bicharada criou ânimo, começaram a objurgar a administração e a divulgarem seus descontamento com reinado.

Do lado oposto urdiram o Carrapato como candidato para peitar o Mangangá. Nos arranca-rabos políticos é Deus-nos-acuda, não de adversários, mais de inimigos sanguinolentos.

A campanha do Mangangá está sendo basicamente realizada pelo aplicativo Whatsapp com 50 milhões de marqueteiros que se revezam brotando missivas cheias de farpas e arames farpados, com texto instantaneamente e sua socialização de forma volumosa. (Tudo 0800).

O grupo da Sanguessuga usa o modo tradicional, “manda quem pode e obedeça quem tem rabo de palha”. Caso que não irei comentar. Mas não poderia deixar de falar que Sanguessuga é detentora de uma tropa forte de pragas que geralmente movimentam em nuvens, como: os gafanhotos que atacam as propriedades de brasileiros e destroem tudo; os mosquitos varejeiras que vivem cavoucando lixos e abrindo feridas; as moscas-dos-chifres que com porretes matam até vacas de leite; as moscas-das-frutas que tem como foco derrubarem laranjais na maior cara de pau; pernilongos também conhecidos por muriçoca, carapanã, borrachudo que incomodam muita gente cantando seus hinos e destruindo vidas; e os terríveis cupins urbanos e rurais que invadem casas destroem tudo que for de valor de vida.

Contudo ainda nesta confraria de cruentos têm-se os piolhos, as pulgas, os carrapatos, estes dignos aliados parasitas, responsáveis pela difusão de inúmeros incômodos, e as baratas devidamente adjetivada.

Ao lado do Mangangá nestas eleições estão as abelhas, o desconhecido bicho da seda; as trabalhadeiras formigas; as lindas borboletas multicoloridas; besouros verdes e amarelos; a alegre e vibrante cigarra; e uma centena de milhares de outros animais invertebrados, bichinhos minúsculos que nunca comungaram com os modos operantes da Sanguessuga e seus conduzidos.

O Mangangá é um tipo de abelha grande, comportamento em geral solitário, mas, em certas épocas do ano, social. Quando social, vive em colmeias de indivíduos organizados. São grandes, peludas e emitem um zumbido alto ao voar, importantes polinizadores de uma imensidade de plantas de flores, algumas frutíferas e até melíferas; raramente ferroa, a não ser que seja provocado; quando isso ocorre sua ferroada é muito dolorosa. Ao contrário das abelhas do gênero Apis, um mangangá pode ferroar várias vezes.

Saúde ao Mangangá.

É isso aí. Qualquer coincidência é mera semelhança.