Um Grito de Socorro!

  • 24/Out/2018 10h00
    Atualizado em: 24/Out/2018 às 10h04).
Um Grito de Socorro! Foto: Divulgação

Os processos eleitorais sempre nos deixam um legado, especialmente para reflexões. O sentimento popular dita, através da crença e do voto, o caminho que a sociedade norteia. Esse grito, na maioria das vezes - de liberdade, é a maior expressão de uma democracia republicana.

O(s) pleito(s) de 2018 – no Tocantins e no Brasil – entra(m) para a história política da nação.

Por aqui, as eleições suplementares (em dois turnos) abriram o espetáculo. No palco, apresentações ao estilo hollywoodiano que impressionaram a plateia, digo, o eleitor. E nas eleições ordinárias (7 de outubro) o último debate resumiu a ópera... se não fosse trágico, seria hilário.

Candidaturas inusitadas, posicionamentos inacreditáveis, composições e acordos inimagináveis e até chiliques. Gente voltando à cena e gente saindo de cena, talvez definitivamente. O jogo foi bruto.

Por outro lado, movimentações estrategicamente cirúrgicas do ponto de vista político. Uma delas foi a da senadora Kátia Abreu, que conseguiu eleger um segundo membro da mesma família para a seleta cúpula da Câmara Alta, o que definitivamente não é pra qualquer um. Digam o que quiserem, mas foram extremante profissionais. Destaque para a acoplagem do projeto Dimas.

Outro estrategista, que também cravou sua marca, foi Eduardo Gomes. Não só por se eleger senador, mas especialmente pela pavimentação de uma estrada larga e confortável. Soube usar o fogo amigo e neutralizar adversários. Destaque para a captação do apoio de Cynthia.

Mas em 2022 esses dois grupos podem se confrontar. Até lá tem namoros, casamentos e divórcios previstos. Aguardem.

Ainda por aqui, para os que olham do alto de seus mandatos, nenhuma folha parece ter caído fora do plano estratégico dos grupos dominantes, mas... não é bem assim. Além dos próximos capítulos não terem prognósticos tão certeiros, como a eleição da Assembleia, nomeações de cargos vitalícios e a eleição (ou reeleição) dos prefeitos em 2020, ainda tem um fator imprevisível: Jair Bolsonaro.

A eleição de Bolsonaro, se confirmada nesse domingo, o que deve mesmo acontecer, analisando friamente o sentimento nas ruas e o desespero dos adversários e até de instituições que temem abrir a “caixinha preta”, deve (essa eleição) ser um divisor de águas em nosso País. E acredito que para um Brasil melhor.

Bolsonaro, diferentemente de qualquer um dos seus adversários (sem intenção de diminuí-los), não chegou onde está a reboque de siglas partidárias ou rezando na cartilha de líderes populares ou grupos políticos. Ele chegou pelo GRITO DE SOCORRO dos brasileiros.

Essa capacidade de gritar o que queremos, comprovada nas Diretas Já e até na queda de presidentes, agora se agiganta na esperança de combater a CORRUPÇÃO e a IMPUNIDADE. Essa é a aposta dos brasileiros que apoiam Bolsonaro.

No dia 28 de outubro não ouviremos um grito de liberdade, mas sim, um Grito de Socorro...