Sindicato da Educação denuncia realização de evento político de Amastha em CMEI de Palmas

  • 13/Set/2018 15h43
    Atualizado em: 13/Set/2018 às 15h53).
Sindicato da Educação denuncia realização de evento político de Amastha em CMEI de Palmas Foto:

Nesta quinta-feira, 13, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado do Tocantins (Sintet), Regional de Palmas, se manifestou por meio de uma nota de repúdio contra a realização de evento político por parte do ex-prefeito e candidato à reeleição, Carlos Amastha, no CMEI Sementinhas do Saber, na última quarta-feira, 12.


A nota diz que a direção da unidade permitiu a divulgação de banners do candidato ao governo na frente do CMEI, momentos antes dos pais irem buscar as crianças. “Vale ressaltar que a mesma diretora da unidade em outro momento, proibiu uma reunião entre os trabalhadores em educação do CMEI e a comunidade para discutir o calendário de reposição da greve”, aponta o Sintet.


O Sindicato acusa ainda que várias unidades educacionais estão sendo usadas como currais eleitorais, “onde o papel de alguns dos diretores se resume boa parte em serem cabos eleitorais de políticos que se utilizam de cargos comissionados na direção de escolas”.


Confira a nota na íntegra:


Nota de repúdio ao uso de unidades educacionais para politicagem

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado do Tocantins (Sintet), através de Regional de Palmas, vem através dessa nota expressar repúdio contra a direção do CMEI Sementinhas do Saber, por viabilizar um evento político ocorrido na unidade, no dia 12 de setembro de 2018, como também a divulgação de banners de um candidato junto ao portão de entrada da referida unidade, momentos antes dos pais irem buscar seus filhos. Vale ressaltar que a mesma diretora da unidade em outro momento, proibiu uma reunião entre os trabalhadores em educação do CMEI e a comunidade para discutir o calendário de reposição da greve.

Com mais esse acontecimento, o Sintet comprova que várias unidades educacionais estão sendo usadas como currais eleitorais, onde o papel de alguns dos diretores se resume boa parte em serem cabos eleitorais de políticos que se utilizam de cargos comissionados na direção de escolas, para liderarem e conseguirem votos na comunidade onde essas unidades educacionais se localizam.

 Esse fato colabora para explicar a não aceitação da eleição democrática para diretor de escola, durante toda a gestão de Carlos Amastha, reiterando inclusive a transformação das unidades educacionais em currais eleitorais e que é contrária a posição do Sintet, pois o Sindicato acredita que a eleição para diretor de escola é uma importante e necessária ferramenta de democratização.