Eita Brasil, eita nóis roceiros

  • 01/Ago/2018 13h32
    Atualizado em: 01/Ago/2018 às 13h35).
Eita Brasil, eita nóis roceiros Foto: Divulgação

Brasil! Terra de Nossa Senhora Aparecida. Piso de todos terreiros de todos os Santos. Ares de Santos do Dumont. Pela sua dessemelhança de paisagens, natureza do clima, das criaturas animais e vegetais como o firmamento de Deus, Brasil tu és gigante pela própria natureza.

São 851,594 milhões de hectares de chão pra tudo que é sorte de veemência;110,71 milhões hectares (13% do território) em reservas indígenas; 144,77 milhões hectares (17%) formam os parques e reservas ambientais, e algumas sobreposições; as infraestruturas, como cidades, estradas, represamentos e outros ocupam 29,80 milhões hectares (3,5%) do território brasileiro; e 97,93 milhões hectares (11,50%) encontram-se espalhadas em terras devolutas, projetos de assentamentos, quilombolas e corpos hídricos. Estas ocupações totalizam 383,21 milhões de hectares, ou seja, 45% do território nacional do Brasil conforme estudos da NASA/EMBRAPA.

Deste torrão brasileiro, nóis roceiros debaixo de sol e chuva, depois de muito arranca-toco e muita quebra quiçaça, urdimos em pouco mais 185 milhões de hectares (22%) do território brasileiro. São 76,644 milhões hectares (9% do território) produzindo grãos, fibras e biomassas, e aproximadamente 110 (13% território) em pecuária.

A roça brasileira sempre firme e grudada no propósito de dar segurança alimentar aos brasileiros, empregos e renda, e de lambuja dar segurança nacional indo de encontro com as marolas da economia, produzindo sobra de dinheiro na conta exportação e importação.

Esta quermesse que dimana desde os andamentos eurocêntricos ao agora asiacêntrico, vem da época que a tapioca foi moeda de troca; o café nem tinha chegado e viajou, fez a conclave na Santa Sé; a cana-de-açúcar espocou as algibeiras dos ingleses; o charque brasileiro alimentava os recrutas americanos na segunda guerra mundial; e a soja e o milho viram proteínas na Ásia como um todo.

Na cronologia destes desafios varamos mais quinhentos anos. A pouco ganhamos o adjetivo qualificativo de produtores rurais. Primeiro reconhecido pelo mundo afora, do jeitão que conseguimos fazer produção, com produtividade e também com competividade.

Não casarei em “alto e bom som”.

Além da resposta no feitio do PIB brasileiro, trazendo dólares para o Brasil inteiro; da freada que demos no risco-país; da segurança alimentar para mais de 200 milhões de brasileiros, inclusive matula completa aos 20 milhões de desempregados; combater a famigerada inflação; onde jornal, rádio e televisão não poupa falação, mas na verdade procuram com lupa um vilão da inflação pra deitar malhação, não querem saber se choveu ou não choveu.

Mas com combustíveis, impostos e energia elétrica, respectivamente azotadas pelo governo central do Brasil Socialista e azoretadas pelo Brasil Capitalista, parece que estes agentes da falação concordam, agora com relação aos alimentos produzidos pela agricultura familiar e agricultura de exportação não acompanharam os vilões. Isso pode ser uma grande frustação ter má digestão na cabeça.

Brasil! Terra de Nossa Senhora Aparecida, matutando aqui, haja dedicação de nóis roceiros, transformamos este Brasil de Colonos a Jecas Tatus Mecatronizados e maiores Agroprodutores do mundo. Isso bem dito, só para acender as ideias dos contras e linguarudos que plantam intrigas e malquerença, cria que tudo de ruim ambientalmente tem que ser debitado direto na conta dos produtores rurais. Esquecem que a roça brasileira mantem em pé uma reserva florestal de 281milhões hectares (33% do território nacional), com ônus total e benefícios para mais de 200 milhões de brasileiros, inclusive tem muita gente no Brasil sequestrando Oxigênio (O2) nestas reservas e cobrando resgate mundo afora.

Somos, na verdade verdadeira, os maiores preservadores e conservadores da flora e fauna nativas do Brasil e do Mundo.

Tem-se dúvida de alguns números desta falação acima? Entre no uol economia.com

Inté pra nóis.


*Por Roberto Jorge Sahium - Engenheiro agrônomo, Membro da Academia de Letras da Assistência Técnica e Extensão Brasileira e atualmente Secretário de Desenvolvimento Rural de Palmas.