A roça brasileira, do Jeca Tatu a produtor mecatrônico

  • 19/Jul/2018 15h01
    Atualizado em: 19/Jul/2018 às 15h07).
A roça brasileira, do Jeca Tatu  a produtor mecatrônico Foto: Cerrado Editora

A estrovenga da verdade não falha, veracidade verdadeira germinou e viera à tona. Quero dizer que no cenário econômico do Brasil “a agricultura e a pecuária brasileira” desde sempre segurou e segura as contas mal enjambradas pelos técnicos e ou burocratas brasileiros.

Brasil com o esgoto entupido de invencionice parcimoniosa, planos econômicos mirabolantes, políticas agrícolas concebidas nas baias da hibridação com genética dos enjambramentos acasalados com gambiarras confusas de ter fé, cheios de atos administrativos de tão transgênicos parece a mula-sem-cabeça, duros de cultivar.

Para clarificar isso dito, algumas são bem conhecidas, desintoxicantes. Como exemplos têm varias, do Brasil Império até chegar aos dias de hoje, passando pelo período do governo militar, a roça brasileira passou por cada beco sem saída, provocada por políticas públicas desastrosas:

- a que foi inventada nos tempos do Brasil Colônia, versa-se do quinto dos infernos, ou seja, de tudo que se produziam como mandioca, abóbora, milho, galinhas, etc., 20% era tributo, descontado na pedra ou feira, bom tempo aquele, agora é quase 50%;

- na época de Rei Dom João VI, chega o caso histórico das galinhas que viram vilãs da inflação, as pobres não podiam cacarejarem, procuradas à luz de lamparina;

-era Vargas tivemos a crise do café queimado, que provocou uma convulsão infernal social e econômica na época;

- na era militar vem o caso do aquoso Chuchu, o sem-graça, de uma pedalada só se transforma no mais feroz vilão da inflação da época. Imagina o chuchu vilão;

- no governo Sarney a inflação subiu tanto que assustou mais os bovídeos voadores, casos dos bois sequestrados nas pastagens com uso de helicópteros;

- chega o desplante do governo do Figueiredo: “Plante que o João Garante”, episódio que desbeiçou de riba pra baixo uma erosão nas algibeiras dos agricultores brasileiros, colocando-os todos numa voçoroca só, ferrados e devedores do Banco do Brasil, isso mesmo, o mesmo banco que patrocina até jogo de porrinha na praia.

Quanto aos comandos sequentes, o grande ato heroico fora no governo collorido (no minúsculo), aquele que de uma foiçada só, roçou na raiz uma das mais importantes corporações públicas do segmento rural, a EMBRATER – Empresa Brasileira de Assistência Técnica e Extensão, e ainda deixou acidez suficiente para o governo de FHC para jogar pazadas-de-cal sobre os produtores rurais brasileiros.

O soterramento desta voçoroca viera acontecer no início do ano 2000, AGROBrasil S/A se reinventou com parcerias, buscou os mecanismo de sobrevivência com recursos das Trading, cooptou mercados internacionais, aplicou tecnologias de ponta. E cada ano um novo recorde de produção.

Essa birra contra os roceiros brasileiros produtores de comidas, fibras e agora combustíveis, vem de longe esta inteiriça, iniciou quando nossas terras fora Ilha de Santa Cruz, chegando ao presente andamento.

No princípio na ala escrava, a feitoria dos feudais da cana-de-açúcar e do café, encontra mão-de-obra de graça, que findou de mentirinha e daí foram empurrados para a fieira dos colonos, catapultados pelos grandes aristocratas fazendeiros, donde essa classe passa um bom tempo até submergir lavrador, meeiro, agregado, posseiro, parceleiro e depois batizado pelo povo do comércio (cidade) de caipira ou Jeca Tatu.

No final do século 20, estes jecas que continuavam a abastecer as tuias da cidade passam a serem alcunhadas de caloteiros, predicado qualificativo não condizente às circunstâncias da política agrícola brasileira, mal plantada e cultivada por burocratas de plantão assentados no planalto central do Brasil.

Mas a prova está aí, o AGROBrasil S/A a maior empresa de sociedade anônima do mundo, com esquadrão de produtores mecatrônicos, que atualmente planta e colhe a maior roça do planeta. Com uma ressalva: mais de 70% dos recursos de custeio são provenientes mercados futuros via Trading.

É tanto alimento produzido, que além de proporcionar a segurança alimentar para mais de 200 milhões de brasileiros, torna positiva nossa balança comercial, permitindo a tratar a pão-de-ló muitos barnabés do dito agronegócio, e servir de aparadouro para as línguas de algumas criaturas céticas por burrice ou de DNA com vela de ignição defeituosa e reconhecimento relativo à figura do produtor rural brasileiro. É dar cabo em machado a estes descrentes, assim como recomendar para que eles se informem melhor a cerca do PIB brasileiro, do número de renda e empregos promovido pelo AGROBrasil S/A, e ainda procurar saber quais são as cidades brasileiras com os maiores PIB e IDH da atualidade? E por quê?

Intão inté pro ceis.
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* Por Roberto Jorge Sahium - Engenheiro agrônomo, Membro da Academia de Letras da Assistência Técnica
e Extensão Brasileira. Atualmente Secretário de Desenvolvimento Rural de Palmas.