Vale Tudo!

  • 12/Jul/2018 18h07
    Atualizado em: 12/Jul/2018 às 18h26).
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 “Vale tudo, vale o que vier, só não vale dançar homem com homem, nem mulher com mulher”, diz a música do saudoso Tim Maia, embora seus versos podem já não valer para os dias atuais. Mas na política tocantinense, vale tudo, literalmente.

Mal o governador eleito para o mandato tampão, Mauro Carlesse tomou posse, os bastidores da política se agita, desenhando um cenário inimaginável, com acordos e alianças impensáveis alguns dias atrás.

Carlos Amastha, que ao se candidatar pela primeira vez à Prefeitura de Palmas, cunhou um bordão que caiu no gosto popular: “eles dizem que não entendem o que falo, e eu não entendo o que eles fazem”, numa crítica velada às práticas utilizadas pelos políticos tocantinenses, para sua campanha à reeleição, preferiu atacá-los frontalmente, atribuindo-lhes adjetivos ignomináveis, apresentando-os como “a velha política”.

Na recente campanha da eleição suplementar para o mandato tampão, Amastha continuou com o mesmo discurso de ataque aos políticos do estado e amargou um terceiro lugar. Mas ignorando a realidade, comemorou nas redes sociais o fato do senador Vicentinho Alves ter perdido para os votos nulos, brancos e abstenções, como se ele próprio tivesse isento da rejeição popular. Ora! Se estava na disputa, apresentando-se como o novo, o único capaz de levar o estado ao caminho do desenvolvimento, ainda assim o povo disse não.

Embora ainda não seja oficial, mas já noticiado por sites de notícias da capital e não desmentido pelos personagens, o assunto dominante nas rodas de conversa em Palmas é o casamento político do pré-candidato ao governo do estado pelo PSB, Carlos Amastha com os até ontem, para ele desprezíveis, senador Vicentinho Alves e o ex-governador Marcelo Miranda.

“Bom dia Tocantins. As articulações continuam. Fora a quantidade de especulações em torno do projeto mantemos duas certezas..1-Está na hora de se falar menos de política e mais de gestão . 2-Vamos reunir os melhores para virar essa página da história”, diz Carlos Amastha em sua página no Twitter.

Chama atenção a segunda certeza do ex-prefeito. De repente, não mais que de repente Vicentinho, Marcelo e seus aliados entraram para o time dos melhores? O que mudou afinal? Amastha, como os demais se rendeu ao ‘vale tudo pelo poder’? Ou os adversários de outrora vestiram a carapuça?

Seja qual for a resposta, resta saber se o eleitor tocantinense entenderá ou aceitará tais arranjos. Fatos recentes demonstram o contrário. Exemplo emblemático foi a eleição para prefeito de Palmas, em 2012, em que Marcelo Lelis juntou ‘alhos e bugalhos’ em seu palanque. Deu no que deu.

Com a palavra a maior autoridade em 7 de outubro: o eleitor.