Candidatos: Em vez de propostas, promessas.

  • 01/Jun/2018 18h14
    Atualizado em: 01/Jun/2018 às 18h17).
Candidatos: Em vez de propostas, promessas. Foto: Divulgação

A inesperada cassação do governador Marcelo Miranda e da sua vice Cláudia Lelis, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob a acusação de captação ilícita de recursos na campanha de 2014, provocou transtornos de toda ordem ao já combalido Estado do Tocantins, duramente afetado pela crise ética-política-econômica que assola o país, tendo que, em função disso, enfrentar duas, se não três ou quatro eleições num curto espaço de tempo (se houver segundo turno).

Domingo, 3 de junho, o eleitor tocantinense tem encontro marcado com as urnas espalhadas por centenas de seções eleitorais nos 139 municípios que compõem o Estado. A realização de eleição direta foi determinada pelo TSE, e o eleito ou eleita deverá cumprir mandato tampão até 31 de dezembro de 2018. Em outubro o tocantinense voltará às urnas, desta vez para as eleições gerais, que elegerá o presidente da República, dois senadores, deputados federais, governador e deputados estaduais.

Tão breve quanto o período de campanha para esta eleição suplementar, será o mandato de quem for eleito no próximo domingo, já que o mandato se encerra em 31 de dezembro deste ano. Desde o início, acompanhamos o dia-a-dia dos candidatos e suas movimentações pelo estado na busca de conquistar o voto do eleitor tocantinense.

O período que deveria ter sido utilizado pelos candidatos para mostrarem ao eleitor um plano de governo emergencial para recuperar as finanças do estado, organizar a casa para, a partir de 1º de janeiro de 2019, quando quem for eleito em outubro próximo, possa receber um estado saneado e pronto para retomar o caminho do desenvolvimento, os postulantes à principal cadeira do Palácio Araguaia preferiram apresentar promessas mirabolantes, que o eleitor com um mínimo de discernimento, reconhece ser um engodo. Pouco faltou prometerem o céu!

Os que esperavam pelo debate promovido pela TV Anhanguera/Rede Globo, para definir seu voto, frustraram-se. O próprio modelo de debate proposto pela emissora tornou-o enfadonho, insosso.

Visivelmente nervosos (inclusive o mediador), os candidatos se esquivaram do confronto de ideias entre si, e, ao invés de apresentarem propostas, preferiram utilizar o espaço e o precioso tempo do telespectador para prometer o que não poderão cumprir, dada a exiguidade do tempo e a situação caótica em que se encontra o estado. Além disso, acusações vazias e troca de farpas de todas as partes. Acho até, que bem fez o governador interino e candidato Mauro Carlesse em não ter comparecido. Embora muitos digam que sua ausência foi desrespeitosa para com o eleitor que esperou pelo debate, penso que sua opção de estar em contato direto com o povo nas praças rendeu-lhe mais, pois a meu ver, o debate em nada contribuiu no sentido de ajudar o eleitor indeciso a definir o voto.

Nesta reta final a movimentação dos candidatos ainda é grande. Caminhadas, visitas, corpo-a-corpo, conversas de pé de ouvido. Vale tudo nas últimas horas que antecedem o pleito.

Que o Espírito Santo dê discernimento e sabedoria ao povo tocantinense na escolha de quem terá a responsabilidade de conduzir nossos destinos até o final do ano, e que o escolhido tenha sensibilidade e dignidade necessárias para bem fazê-lo.

Parafraseando o saudoso Salomão Wenceslau, fundador deste veículo, “É, pois é. É isso aí”.