Big Brother Tocantins

  • 14/Abr/2018 00h04
    Atualizado em: 15/Abr/2018 às 12h43).
Big Brother Tocantins Foto:

Ricardo Abalém Jr.


O Palácio Araguaia pode não ser a casa mais badalada e vigiada do País, mas sem dúvida está no mesmo ritmo do maior reality show da televisão brasileira, o Big Brother Brasil. A premiação é diferente, na Globo vale R$ 1,5 milhões e aqui no Tocantins vale a cadeira de Governador, mas o resto é praticamente a mesma coisa.

Tanto no Big Brother Brasil (BBB) quanto no Big Brother Tocantins (BBT), não é apenas o limite - físico e psicológico - dos participantes a ser testado durante as provas (julgamentos daqui... liminares dali...). É uma situação onde qualquer decisão tomada pelo líder (Governador da vez) trará consequências sérias para todo o grupo (o povo tocantinense).

Assim como no BBB, a cada semana o BBT também tem um novo líder. O paredão do último dia 22 de março eliminou Marcelo e Claudia, pelo voto “popular” no TSE (5 a 2). O TRE do Tocantins venceu a prova do anjo, imunizou Carlesse e deu a fantasia de monstro para Amastha, Dimas e Kátia.

Ronaldo Dimas se recusou a vestir a roupa e desistiu da prova. Na verdade, o prefeito de Araguaína não confiou muito na fantasia, que disseram ter sido costurada pelo senador Vicentinho Alves (colega de partido). Já o ex-prefeito de Palmas Carlos Amastha e a senadora Katia Abreu resolveram vestir suas fantasias, até porque estão de olho mesmo na grande final do dia 7 de outubro, quando – não duvidem – poderão estar juntos.

Na semana passada, mais precisamente na sexta-feira, dia 6, o Big Phone instalado no gabinete da governadoria tocou e Carlesse (governador interino) correu pra atender. A mensagem foi clara: “Atenção... o Gilmar disse que é pra vc esperar em casa até ele voltar das terras lusitanas e julgar os embargos”.

Depois disso o clima esquentou ainda mais na casa tocantinense, especialmente pelo posicionamento dos astros nacionais Ministro Gilmar Mendes e a Procuradora-Geral da Republica, Raquel Dodge. Seus movimentos deixaram todos os Brothers tocantinenses no escuro. Embaralhou tudo, eles não conseguem nem montar a estratégia para o novo paredão, que se aproxima.

Por falar em paredão, terça, dia 17, é dia de nova eliminação no Big Brother Tocantins. Estão emparedados: de um lado, Marcelo e Claudia (família Lima) e do outro Mauro Carlesse. Mais uma vez o voto será “popular” dentro do TSE e o julgamento dos embargos pode definir um novo líder. Se essa liderança permanece até o julgamento de todos os embargos, se até o dia 3 de junho ou se até o dia 31 de dezembro, ninguém sabe ao certo.

Certo mesmo é que o líder tem seus privilégios assegurados. Por lá (no BBB) ele pode dormir no confortável “Bangalô da Liderança”, desfrutar da hidromassagem exclusiva e está imune ao paredão. Por aqui (no BBT), ele pode nomear e exonerar servidores, inaugurar obras, visitar municípios... tudo a expensas do executivo, mas já está no paredão da próxima terça.

Até no racionamento a coisa é parecida. No BBB a comida é dosada para evitar o desperdício e ensinar os participantes a controlar as finanças. Por aqui o dinheiro público também foi racionado após a liminar concedida pelo desembargador Villas Boas (em 25 de março) limitando os gastos do governo aos serviços estritamente essenciais, considerando a situação de transitoriedade.

Essa decisão da justiça tocantinense foi inclusive mantida nessa sexta-feira, 13, pelo juiz substituto Zacarias Leonardo (TJTO), ao negar um recurso impetrado pela Procuradoria Geral do Estado.

Mas o reality show global e o reality show tocantinense têm um ponto incomum, o encerramento. No Rio de Janeiro a festa termina na próxima semana, mas no Tocantins a tragédia da instabilidade pode se estender até o dia 3 de junho.

Certamente as personalidades globais do BBB vão ganhar projeção nacional e deixar saudades, já os personagens tocantinenses do BBT...