Paulo Mourão sugere fim de auxílio-moradia para deputados

  • 08/Mar/2018 10h59
    Atualizado em: 08/Mar/2018 às 11h00).

Em pronunciamento na sessão ordinária de terça-feira, 6, o deputado Paulo Mourão chamou a atenção de seus pares para o grave momento em que vive o parlamento tocantinense, afirmando que “não só executivo está desenquadrado na Lei de Responsabilidade Fiscal, mas também a Assembleia Legislativa e o Tribunal de Contas do Estado (TCE), e sugeriu que os deputados deem exemplo e abram mão do auxílio-moradia, que na opinião do parlamentar é um privilégio. “Não podemos aceitar um estado na situação do Tocantins com privilégios, essencialmente de parlamentares”, ressaltou.

Conforme Paulo Mourão, sempre foi contra a concessão do benefício e nunca fez uso dele. “Nunca aceitei”, reforçou. “E injustificável com o salário que o deputado estadual recebe ainda ter um benefício de praticamente R$ 5 mil, o trabalhador que ganha um salário de R$ 1 mil ou R$ 2 mil não tem esse benefício, é preciso a gente fazer uma reformulação e darmos exemplos”, opinou.

Paulo sugeriu que o presidente da casa, deputado Mauro Carlesse (PHS) faça a revogação da lei que concede o auxílio-moradia, a fim de ajudar no controle das despesas da Casa, e que os órgãos melhorem a gestão adotando ações corretoras, concretas e pragmáticas para se enquadrar aos limites da lei.

Paulo Mourão também apontou como preocupante o fato de dois importantes órgãos fiscalizadores do executivo também estarem desenquadrados na Lei de Responsabilidade Fiscal. “Os únicos poderes que estão enquadrados no estado do Tocantins, respeitando a LRF, são o Tribunal de Justiça (TJ) e o Ministério Público Estadual (MPE)”, frisou.