Tocantins trabalha ampliação de atuação da enfermagem obstétrica em partos de risco habitual

  • 02/Mar/2018 09h54
    Atualizado em: 02/Mar/2018 às 09h57).

A Enfermagem Obstétrica do Hospital e Maternidade Dona Regina Siqueira Campos realizou 807 partos de risco habitual, sem nenhuma intercorrência em 2017. Os números representam 36% do total de partos realizados na maternidade, superando a meta pactuada pela Rede Cegonha, que é de 20%. Um grande avanço, tendo em vista que em 2016, foram apenas 392 partos realizados por estas profissionais.

A estatística também demonstra a mudança no modelo de parto que o Brasil está passando, uma vez que movimento pela humanização do parto cresce e se fortalece a cada dia. Para dar a assistência necessária às gestantes e seus filhos, o Ministério da Saúde (MS) lançou, em março de 2011, a estratégia Rede Cegonha, composta por um conjunto de medidas para garantir a todas as brasileiras, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), atendimento adequado, seguro e humanizado desde a confirmação da gravidez, passando pelo pré-natal e o parto, até os dois primeiros anos de vida do bebê. Todos os estados brasileiros já aderiram à estratégia.

“Com isso atendendo as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do MS, o Estado do Tocantins vem trabalhando junto às maternidades a importância das boas práticas e humanização no parto, e com a inserção das enfermeiras obstétricas houve melhora significativa dos indicadores. Um exemplo disso é a taxa de episiotomia nos partos assistidos por essas profissionais que é de apenas 2,7%”, enfatizou a gerente de Média e Alta Complexidade da Secretaria de Estado da Saúde, Raquel Marques Soares.

Neste contexto, o Dona Regina, vem se destacando nacionalmente, sendo modelo para outras maternidades, isso só é possível devido a capacitação contínua da equipe e um trabalho de acompanhamento direto ás parturientes e seus familiares. “Temos trabalhado dentro de todas as diretrizes do Ministério da Saúde, para o parto humanizado e dentro dessa perspectiva está, entre outras ações, a atuação da enfermagem obstétrica, a qual tem o seu próprio protocolo o qual assume a parturiente desde a internação dela no pré-parto até a alta (no trabalho de parto, parto e puerpério)”, destacou a diretora geral da maternidade Débora Petry.

Segundo a enfermeira obstetra coordenadora de enfermagem do pré-parto, parto e pós-parto, do Dona Regina, Luiza Cuba, os número de partos realizados pelas enfermeiras obstétricas “demonstram que a equipe de enfermagem obstétrica do Hospital e Maternidade Dona Regina está preparada para oferecer uma assistência humanizada e de qualidade”, afirmou, acrescentando que “a equipe da maternidade está preparada para seguir apoiando outras maternidades, no aprimoramento em prol de oferecer cada vez mais uma assistência segura e de qualidade”.

O apoio referido por Luiza está sendo efetivo no Hospital Regional de Gurupi, onde a equipe do Hospital e Maternidade Dona Regina está apoiando à enfermagem obstétrica local. “Nosso objetivo é levar este trabalho especializado e seguro a todas as mulheres do Estado, já que os partos de risco habitual podem ser assistidos por enfermeiras obstétricas e que segundo pesquisas e relatos de pacientes que já passaram por um procedimento assim, tem dado certo”, enfatizou

Uma das pacientes atendidas pela enfermagem obstétrica dentro do Dona Regina e que se diz satisfeita com o trabalho, foi a contadora Hariella Andrade, que teve seu primeiro parto em julho de 2017 e se disse segura durante todo o processo. “Em momento nenhum, me senti desassistida, muito pelo contrário, tive um trabalho de parto longo, mas com todo apoio das enfermeiras e das fisioterapeutas o que me deixou muito à vontade e nos próximos, rogo a Deus para que seja igual”, afirmou.