Parlamentares avaliam políticas ambientais do Tocantins

  • 28/Fev/2018 16h33
    Atualizado em: 28/Fev/2018 às 16h35).



Na sessão desta terça-feira, dia 27, os parlamentares avaliaram suas
impressões a respeito da Conferência Regional de Mobilização para o 8º
Fórum Mundial da Água e o II Encontro Estadual de Comitês de Bacias
Hidrográficas, que ocorre até hoje no Palácio Araguaia.

Da tribuna, o deputado Paulo Mourão (PT) elogiou a iniciativa, mas, com
exceção de R$ 1,5 milhão obtido via emenda de sua autoria ao orçamento
do Estado, criticou a falta de recursos para ações ambientais.

Depois de convidar os demais deputados ao Fórum Mundial da Água, em
Brasília, Mourão tratou do que chamou de “falta de compreensão” do
governo estadual. O deputado disse saber que grupos de interesse
preparam “nos porões do Palácio” a liberação para a construção de mais
uma usina hidrelétrica, desta vez no rio Sono.

“E o Governo parece aceitar essa ideia tresloucada”, disse Mourão.
Contrário também ao projeto de transposição do rio Tocantins que tramita
no Congresso Nacional, o deputado sugeriu a realização de audiências
públicas para reunir autoridades federais e estaduais a fim de tratar de
ambas as questões.

Os demais parlamentares apoiaram as propostas de Mourão. O deputado Zé
Roberto (PT) afirmou que a construção de usinas obriga as populações
indígenas e ribeirinhas a mudarem seu modo de vida, e também criticou a
monocultura da soja.

De acordo com o deputado, moradores e animais estariam expostos à
intoxicação no município de Talismã, região cercada de plantações, e as
aulas teriam que ser suspensas durante o período de lançamento de
agrotóxicos.

O deputado José Bonifácio (PR) citou o exemplo do governo federal, que
inclui placas de energia solar nas casas populares financiadas por
programas sociais, como uma forma de disseminar novas matrizes
energéticas. “A gente deve acompanhar o progresso do mundo, e o futuro
não é das usinas hidrelétricas”, comentou.

Já o parlamentar Ricardo Ayres (PSB) lembrou que o município de Palmas
criou um programa de incentivo a novas fontes de energia por meio de
isenção no IPTU que, segundo ele, pode chegar a 80%. Ele sugeriu que o
Estado faça o mesmo em relação ao ICMS e anunciou que pretende
apresentar projeto nesse sentido em breve.
(ASCOM AL)