Exportação de gado vivo do Tocantins saltou de 171 animais em 2016 para 2.632 no ano passado. Crescimento é de 1.439,18%.

  • 06/Fev/2018 19h06
    Atualizado em: 06/Fev/2018 às 19h08).
Exportação de gado vivo do Tocantins saltou de 171 animais em 2016 para 2.632 no ano passado. Crescimento é de 1.439,18%. Foto: Norte Agropecuário

A exportação de gado vivo tocantinense foi uma atividade que voltou à pecuária do Estado em 2016 e foi ampliada, e muito, em 2017. Conforme dados apurados pelo Norte Agropecuário no Alice Web, em 2016 haviam sido comercializados 171 bois vivos, número que subiu para 2.632 em 2017. A elevação percentual foi de 1.439,18%. Mesmo assim, o número total de gado exportado é muito pequeno se comprado com o rebanho do Estado, de mais de 8 milhões de animais.

A continuidade das exportações de gado vivo está em xeque após a Justiça Federal de São Paulo proibir a modalidade do grupo Minerva Foods, que tem unidade em Araguaína (TO). Porém, conforme a assessoria de comunicação do grupo informou ao Norte Agropecuário, não há gado tocantinense no navio que seguiu para a Turquia após impasse no final de semana.

Antes de 2016, a última exportação de gado vivo registrado pelo Tocantins havia sido em 2012, com 1.023 animais. Em valores, a exportação de mais de 2,6 mil animais vivos tocantinenses representou US$ 1,77 milhão (R$ 5,72 milhões na cotação desta segunda-feira, 5 de fevereiro).

O Alice Web é o maior portal de informações oficiais de transações comercias do Mercosul. No Brasil, os dados estão sob responsabilidade do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

Todos os animais tocantinenses exportados em 2017 viajaram através do porto de Barcarena, no Pará. Com 1.246 cabeça de gado, o Iraque foi o maior comprado do Estado, seguido do Egito, com 623, e da Jordânia, com 602. A Turquia, mesmo destino dos bois que provocaram a polêmica agora, foi o outro país a comprar gado vivo do Estado, com 161 animais. Em 2016, os 171 bois vivos vendidos pelos tocantinenses também haviam sido para os turcos.

Com informações do portal Norte Agropecuário