Governo prorroga contrato do Plansaúde por 60 dias

  • 06/Fev/2018 18h26
    Atualizado em: 06/Fev/2018 às 19h43).
Governo prorroga contrato do Plansaúde por 60 dias Foto: Ademir dos Anjos-SECOM

O processo licitatório para a escolha da empresa foi interrompido por exigências de mais informações. O contrato foi renovado para suprir a necessidade dos servidores.

Por Gabriela Melo

O Governo do Tocantins anunciou, por meio da Secretário da Administração (Secad), a prorrogação do contrato com a Unimed Centro-Oeste por 60 dias. O contrato seria finalizado no último dia 12 de janeiro, mas foi prorrogado por não ter concluído os trâmites necessários do processo licitatório. Segundo o gestor da pasta, Geferson Barros, o novo processo para a escolha da empresa está previsto para fevereiro.

A Procuradoria Geral do Estado (PGE) recomendou a realização de uma planilha de custos mais detalhada e a realização de um pregão eletrônico, uma modalidade de licitação na administração pública. Segundo o secretário, a escolha do pregão físico foi em busca de agilizar os trâmites, tendo em vista que o pregão eletrônico demanda mais detalhes, apesar de também possibilitar maior transparência.

Para o Secretário, a prorrogação do contrato foi a forma encontrada para não prejudicar os servidores que utilizam o Plansaúde. “A Procuradoria Geral do Estado concluiu que é necessário alterar alguns itens do edital de licitação e isso fez com que o processo demorasse mais do que havíamos previsto. Diante disso, para não prejudicar os servidores que possuem o Plansaúde e precisam de consultas médicas e odontológicas ou atendimento nos laboratórios, clínicas e hospitais particulares, o Governo resolveu prorrogar por mais 60 dias o contrato com a Unimed Centro-oeste. Dessa forma, não haverá nenhum transtorno ou contratempo aos segurados e dependentes”, enfatizou Barros.

Bolso do servidor
Outro ponto levantado foi a conta para o servidor que utiliza o plano. Barros garantiu que o valor pago não será ajustado e não tem relação alguma com o processo realizado. “Existe uma necessidade de equalização, mas neste momento, não tem previsão de alteração. O governo não quer penalizar o servidor”.

Apesar da intenção do Executivo de não penalizar, a servidora Leila Alves afirma ter dificuldades para marcações de consultas e exames para a família. “De forma geral, o plano foi de grande utilidade para mim porque já me beneficiei muito e os meus também. Agora com esse problema que teve com o plano, estamos passando muita dificuldade porque está sendo descontado do nosso salário a mensalidade do plano e nós não estamos conseguindo encontrar os profissionais para atender as nossas necessidades”, afirmou.

A falta de médicos especialistas foi um problema ainda este mês para a servidora Kamylla Soares. “Eu passei muito mal no dia 15 de janeiro. Tive que ir ao pronto atendimento e lá foi tranquilo, consegui fazer os exames, mas eu precisava de uma consulta com um especialista, um gastro, porque eu já tirei a vesícula, pra saber como estava. Não consegui fazer essa consulta e me passaram um número de um médico que só atenderia de forma particular com um valor menor, mas não pelo plano”, explicou.

Estatização
O gestor falou sobre a possibilidade de estatizar o serviço de administração de plano de saúde para os servidores. “O Governo pretende contratar uma empresa que vai auxiliá-lo na operacionalização do Plansaúde, mas com uma série de novas obrigações contratuais, entre elas, o repasse de toda a tecnologia de gestão para o plano em até 12 meses, o que pode ajudar num processo de estatização do mesmo em curto prazo pelo Executivo“, afirmou Geferson.