Estado trabalha para diminuir casos de chikungunya e convoca população para o combate aoAedes aegypti

  • 05/Jun/2017 15h16
    Atualizado em: 08/Jun/2017 às 17h32).
Estado trabalha para diminuir casos de chikungunya e convoca população para o combate aoAedes aegypti Foto: Nielcem Fernandes/Governo do Tocantins

Mutirões semanais, recomendações continuadas por intermédio da Sala Estadual de Enfrentamento ao Aedes aegypti e realização de atividades de mobilização social pelas Salas Municipais de Enfrentamento ao mosquito são algumas das ações que o Governo do Estado tem realizado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde, como estratégias de combate ao mosquito Aedes aegypti e, consequentemente, à dengue, à zika e à chikungunya.

A atuação incisiva do Estado se dá pelo aumento registrado nos casos notificados e confirmados de chikungunya no Tocantins. Por meio de monitoramento, a Secretaria de Estado da Saúde identificou o aumento do número de casos. Em 2016, de janeiro a maio, foram 1.500 casos notificados e 236 confirmados. Neste mesmo período de 2017, foram 4.002 casos notificados e 888 confirmados. Como o número de casos registrados em 2016, no Estado, foi baixo, pode-se apontar que ainda há um grande número de pessoas suscetíveis ao vírus em 2017. Por causa disso, o Governo alerta para que a população fortaleça o combate ao mosquito vetor da doença, o Aedes aegypti, cuja maior incidência de focos ainda é encontrada no interior das residências.

Ações de Combate

“Até o mês de maio, 345 kg de larvicida e 4.500 litros de adulticida (fumacê), foram distribuídos aos municípios. Além disso, o Estado continua distribuindo 30 mil unidades de sacos plásticos e 800 kits para os agentes de endemias de todos os 139 municípios fortalecerem o combate ao mosquito”, ressaltou o gerente de Vigilância Epidemiológica das Arboviroses, Evessom Farias.

A Secretaria também tem distribuído regularmente kits para diagnósticos, como o Teste Rápido de Zika (IgM/IgG) a todos os municípios tocantinenses. “Os testes de sorologia para dengue e chikungunya têm sido ofertados tanto pelo Laboratório de Saúde Pública de Araguaína (LSPA) quanto pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Tocantins (Lacen). Os de Biologia Molecular, pela metodologia de PCR em tempo real, têm sido analisados pelo Lacen, devido à exigência de alta capacidade tecnológica de equipamentos e de profissionais altamente capacitados”, destacou o gerente.

Monitoramento

A Gerência de Vigilância Epidemiológica das Arboviroses da Secretaria de Estado da Saúde também monitora rigorosamente todos os casos suspeitos das doenças, orienta e recomenda, aos 139 municípios, a notificação e a investigação dos casos, conforme é preconizado pelas portarias e pelos protocolos do Ministério da Saúde. “A chikungunya é uma doença relativamente nova, ainda carente de mais estudos que mostrem como é o real comportamento dela nas pessoas e no vetor. No entanto, com o baixo número de casos registrados em 2016 em nosso Estado, pode-se apontar que ainda há um grande número de pessoas suscetíveis ao vírus em 2017. Portanto, enquanto o mosquito estiver circulando em grande quantidade, o vírus continuará afetando as pessoas não imunes”, lembrou Evessom Farias.

O combate é de todos

Pela dificuldade de controle em decorrência da limitação de estudos relacionados à chikungunya, que teve um crescimento no número de casos se comparado a 2016, o Estado convoca a população a ajudar nessa luta. “Temos levado informações diretamente aos secretários municipais de saúde utilizando espaços proporcionados pela Comissão Intergestora Bipartite (CIB), indo diretamente aos municípios e realizando webconferências para dezenas de equipes técnicas municipais simultaneamente. Tudo isso é importante para alinharmos as orientações, mas nada disso tem total eficácia se o cidadão não fizer sua parte, não limpar seu quintal, não jogar o lixo no local correto e evitar deixar expostos recipientes que acumulem água”, reforçou o secretário de Estado da Saúde, Marcos Musafir.

É importante que toda a população esteja mobilizada para o combate ao mosquito Aedes aegypti. Algumas ações são importantes e devem compor a rotina dos cuidados domésticos.

Dentro de casa: verifique e tampe tonéis e caixas d’água; mantenha calhas sempre limpas; deixe garrafas sempre viradas com a boca para baixo; mantenha lixeiras bem tampadas; deixe ralos limpos e com proteção de tela; limpe semanalmente ou preencha pratos de vasos de plantas com areia; limpe com escova ou bucha os potes de água para animais, retire água acumulada na área de serviço e atrás da máquina de lavar roupa.

Nos quintais de casas e áreas externas de condomínios: cubra e realize manutenção periódica de áreas de piscinas e de hidromassagem; limpe ralos e canaletas; atenção com bromélias, babosa e outras plantas que podem acumular água; mantenha bem esticadas as lonas que cobrem objetos, para evitar formação de poças d’água; e verifique instalações de salão de festas, banheiros e copa.