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Bonito, exótico e de fácil cuidado

23/09/2015 14h16 | Atualizado em: 23/09/2015 14h19

Foto: Reprodução
O graúdo número das espécies empregadas na aquariofilia tem relação com as regiões de ambiente tropical e subtropical. Tanto o da água doce como o da água salgada.
Uma boa quantidade dessas espécies ocorrem nas águas do Araguaia –Tocantins, bem aqui no nosso quintal. Morando ai uma poupuda oportunidade de negócio, donde a produção de alevinos e sua comercialização pode viabilizar muitos laboratórios de reprodução artificial de peixes do Tocantins, os quais ficam o período de estiagem ociosos.

Na prática, a maioria das espécies de peixes de nossa água pode ter uso ornamental ou ser alvo de coleta com essa finalidade, seja pela beleza ou por causar estranhamento; sempre existe alguém interessado em fazer uso ornamental de alguma espécie diferente.
Isso nos leva à mudança do foco na hora de legislar: Ao invés de focar o animal, focamos o uso.
O IBAMA ordena a captura, o transporte e comercialização de peixes com a finalidade ornamental ou de aquafilia.
A importância disso é que em nossas águas guarda este tesouro, onde várias espécies podem ter usos múltiplos.
Na edição passada, o O Jornal trouxe um artigo a propósito do Peixe Lápis. Agora neste exemplar iremos dissertar sobre o Acará-bandeira, peixe excepcional bonito, exótico, criatura de fácil cuidado.

O Acará-bandeira

O Acará-bandeira lá pras bandas do Vale do Rio Araguaia é corriqueiramente denominado por Cará ou Coró. No meio dos aquaristas recebe o nome de Angelfish (Peixe Anjo). Este peixe tem lugar cativo, no segmento de ornamentação, um dos mais comercializados no mundo.
O Acará-bandeira não apresenta dificuldade para sua criação, com pouca orientação pode ser cultivado inclusive por pessoas que não possuem experiência nas atividades.

Etimologia
Á ka' ra (peixe com véu comprido ) popularmente virou Acará, vem do Tupi.

Denominação Popularmente
Conhecido como: acará-bandeira, buvuari, buxuari, piraquenanã, acará-bandeira-comum, acará-de-véu, acará-fantasma, acará-fumaça e acará-negro, no Brasil.

O Acará-Bandeira
Tem essa denominação devida sua nadadeira mostrar-se parecida com uma bandeira tremulando ao vento.
É um peixe membro da família dos Ciclídeos batizado de Pteroplyllum scalare. Relativamente pequeno, mede até 15 cm de comprimento, tem o corpo comprimido, com relação de 1,3 entre altura e comprimento, olho grande pelo tamanho da cabeça curta, focinho diminuto e pontudo, perfil ventral curvo na frente e inclinado posteriormente, nadadeiras filamentosas longas chamadas de véu, exceto a peitoral, coloração cinza à castanha prata, contam com listras escuras.
Ocorrência:
O Pteroplyllum scalare tem suas moradias nas Bacias dos rios Araguaia-Tocantins e Amazonas, configurado no mapa abaixo.

Habitat:
Margem de rio e lago, em águas escuras, com grande quantidade de raízes e troncos de árvores e plantas flutuantes. É um peixe de águas quentes 25 a 28,º moles (poucos sais) e ácidas com pH entre 6 a 7,2.
É tolerante a uma grande variação de condições. Pode-se criá-los em aquários a partir de 50 litros, sendo o ideal aquários maiores (com cerca de 100 litros).

Comportamento:
Peixe territorial pode ser agressivo com outros peixes de mesmo tamanho. Na natureza é encontrado em cardumes por isso deve ser mantido em grupos de pelo menos cinco indivíduos. Seu corpo achatado e arredondado permite que eles se escondem de predadores entre raízes e plantas, muitas vezes em uma superfície vertical.

Alimentação:
O Acará-bandeira, por ser onívoro aceita qualquer tipo de alimento, seja ele seco ou vivo. Na natureza prefere insetos, larvas e alevinos.
Se criados em aquários comem rações, patê de carne, artêmia salina, branchonetas, tubifex, pequenos peixes.

Reprodução:
Na natureza quando o casal está pronto para a desova, escolhem um meio apropriado, onde passam um a dois dias apanhando detritos, gravetos e algas para construção de um ninho. Gostam de desovarem em folhas largas de plantas ou na superfície de pedras grandes e lisas. Os ovos são grudentos em numero de 600 ovos. Tanto o macho e a fêmea a protegem os ovos até sua eclosão cerca de 2 dias e meio.
Nos aquários a reprodução é relativamente fácil, pode ser por inseminação artificial.
(hipofização) ou natural onde os Acarás formam relacionamentos monogâmicos de longo prazo em que cada indivíduo vai proteger o outro de ameaças e potenciais pretendentes. Com a morte ou a remoção de um do par, os criadores têm experimentado tanto a recusa do total do companheiro remanescente para emparelhar-se com qualquer outro angelfish.
Dependendo das condições do aquário, o P. scalare atinge a maturidade sexual com a idade de seis a doze meses ou mais. Em situações em que os ovos são removidos do aquário imediatamente após a inoculação, o casal é capaz de desova a cada sete a dez dias. Em torno da idade de aproximadamente três anos, a freqüência de desova vai diminuir e eventualmente acabar.

Variedades:
São inúmeras as variedades de acarás-bandeira. Existem atualmente belíssimos exemplares originados a partir de seleção e cruzamento. Dentre essas novas espécies algumas se destacam