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Domínio movimento em torno de US$ 1 bi

17/08/2015 14h19 | Atualizado em: 17/08/2015 14h55

Foto: Reprodução
O domínio de peixes ornamentais movimenta em torno de US$ 1 bilhão por ano em todo o mundo. O Brasil já fez águas neste segmento.
Para voltar a ter este domínio, aquariofilia brasileira precisa de uma legislação moderna, especifica e ambientalmente responsável.
Assim uma instrução normativa que permitirá ao País desenvolver a criação de várias espécies de peixes ornamentais da Amazônia e de outras regiões, que antes não podiam ser destinadas à aqüicultura por falta de matrizes, fora assinada. Objetiva esta normativa a formação de estoques genéticos para a multiplicação dos criatórios. Esta normativa fez aniversario de 6 de agosto deste ano. Na real, nada aconteceu ainda. Continua o extrativismo ao posto no lugar da produção sustentável elevando o grau de risco considerável de extição de espécies potencialmente importantes ao grau de risco de extinção. Carecemos urgente de apoio integrado das instituições públicas: de meio ambiente, dos centros de pesquisa, da assistência técnica e extensão rural brasileira oficial, e dos comerciantes de peixes ornamentais.
Ilustrando nosso texto! Segundo a FAO, a criação de peixes ornamentais é um dos segmentos mais promissores para a geração de trabalho e de renda.
Nossos Peixes, atenta as tendências mundiais acerca de aquariofilia, mostrará nesta coluna os peixes da Bacia Araguaia-Tocantins com potencial ornamental, procurando sempre trazer as novidades que satisfaçam os desejos e as necessidades do mercado, que pode ser transformada em oportunidades reais para os produtores de alevinos do Tocantins, que ficam com seus laboratórios em torno de 5 meses ociosos.
Neste quesito, o Estado do Tocantins pode sair na dianteira. Espécies ornamentais é que não falta para o mundo aquariofilia.
Hoje vamos falar de uma dessas jóias. Trata-se do Peixe-Lápis

Peixe-Lapis

Existem, até onde se sabe, 16 espécies de peixes-lápis ou, conhecidos no Brasil por torpedinhos e bengalinhas apropriadas para o aquarismo.
O nosso Peixe-Lapis foi batizado de Nonnostomus eques (foto abaixo) conhecido pelos aquaristas, por Zepelim, Torpedinho e Peixe-lapis-marrom. Pertence à família dos Lebiasinidae, é um peixinho que cresce até 7 cm no comprimento, corpo roliçinho e alongado.
Cabeça contida, focinho afilado, parecida a um lápis apontado, olho grande para o tamanho de sua cabeça. Linha lateral ausente, coloração castanha com duas faixas escuras continuas: uma paralela à linha dorsal, da extremidade do focinho à base caudal e outra, mais larga e escura, paralela á linha ventral do corpo, duas faixas brilhantes prateadas: uma na barriga que vai da mandíbula inferior à base da cauda e outra, que passa na linha dos olhos e vai até a base superior da cauda.

Ecologia do Nonnostomus eques

Ocorrência: bacias Araguaia-Tocantins e Amazônica.
Comportamento: pacífico e um pouco tímido, gregário deve ser mantido em grupos de no mínimo seis exemplares, tem o habito de nadar com a cabeça para cima. Indicado para viver em aquários comunitários e no mais adora brincar e convive muito bem com as outras espécies.

Habitat: rios com pouca corrente, igarapés e lagos, com temperaturas entre 22º a 30º C, farta vegetação aquática, águas claras e ligeiramente ácidas em pH entre 6,0 a 6,5.
O Peixe-lápis, a única exigência é referente ao aquário, o mesmo tem que ser o mais parecido possível ao seu habitat de origem, ou seja, com vegetação e pedaços de paus bem velhos e no mínimo 10 horas de luz diária. Em cativeiro até 6 cm de comprimento.

Alimentação: consomem algas, detritos e invertebrados aquáticos, como: Artemias salina recém-nascidas, insetos, dáfnias, insetos, tubifex e pequenas larvas.
Comem rações balanceadas desde que em pequenos pedaços, devido ao tamanho de sua boca.

Reprodução: ovípara, não apresenta dimorfismo sexual, as fêmeas são menos coloridas e tem a linha vertical curva, sua reprodução é difícil, os ovos são colados debaixo de folhas de plantas aquáticas, como: as cryptocoryna, hygrophila e echinodorus.
A eclosão se dá em 24 horas a 26° a 27°C. Os alevinos após reabsorverem o saco vitelino podem começar a alimentar com artemias salinas e microvermes.

Cryptocoryna, hygrophila e echinodorus são plantas aquáticas conhecidas pelos aquaristas. 


No próximo artigo apresentaremos o Peixe Voador, lindo, exótico, prateado, impressionante e de nossas águas.