Agrobrasil S/A

A fome, Expo Milão, Brasil e a Agrotins

22/05/2015 16h56 | Atualizado em: 22/05/2015 16h56

Foto: Reprodução
Milho
Milho
Dizendo a ONU (Organização das Nações Unidas), no planeta terra (atualmente com 6,500 bilhões de gente), 800 milhões de pessoas têm mantimentos minguados para suas precisões essenciais, que no dizer nosso: estão padecendo de fome. A carência de nutrimentos no organismo por tempo dilatado causa efeito desprezível, desconforto e dor, propriedade de sensação que atrapalha prosseguir com as atividades vitais para o batente.
Com relação ao Brasil, prescrito também pela a ONU, fuxica que aproximadamente 10 milhões de brasileiros e brasileirinhos passam baixo, comendo menos de 1.000 Kcal dia, donde o recomendado é de 2.500 Kcal diariamente.
Se não agirmos rápido, pois segundo dados da Agroanalysis - daqui a 35anos a população do planeta será de 9 bilhões de pessoas, necessário pelo menos triplicar a atual produção agrícola, para atender uma demanda de perto 7 bilhões de toneladas alimentos.
Será possível alcançar essa meta com os recursos limitados de nosso planeta? Segundo o professor de agronomia Harald von Witzke, da Universidade Humboldt de Berlim, a resposta é "sim".
Mas um "sim" seguido de um "porém". O enorme crescimento da produção agrícola nas últimas décadas deve-se 80% ao aumento da produtividade. Apenas 20% é o resultado da ampliação das áreas agricultáveis. Exprime da necessidade de investir ainda mais no aumento de produtividade para satisfazermos as crescentes necessidades humanas de alimento no futuro. As tecnologias de usos dos solos, águas, sementes, adubos e equipamentos serão cada vez exigentes para produção de alimentos.
Precisaremos também diminuir as perdas e os desperdícios.
O Brasil é conhecido entre os dez países que mais desperdiçam comida em todo o mundo, com cerca de 30% da produção praticamente jogados fora na fase pós-colheita, ou seja, quase 60 milhões de comidas irão para os lixões ou aterros sanitários brasileiros este ano.
Como sopro de expectativa para tornar menor este panorama, vário eventos acontecem mundo afora. Lá no Velho Mundo está acontecendo a Expo 2015 - FEIRA UNIVERSAL em Milão na Itália, onde a pauta é a oferta de “comidas para o planeta” e “energia para a vida”. Não apenas a pauta torna tão especial a Expo Milão 2015, pela primeira vez em sua história secular, ela não será apenas uma mostra do progresso humano, mas a oportunidade de gerar discussão e cooperação entre nações, organizações e empresas para largar táticas conjuntas e melhoraria a qualidade de vida e do meio ambiente. Essa edição oferecerá ao grande público uma experiência inesquecível, combinando conhecimento, sabores e entretenimento, com foco nas famílias, crianças, jovens e mulheres.
Nesta Expo Milão 2015, o Brasil ocupa lugar graúdo, com o quarto maior pavilhão, apresentando diversas temáticas ligadas a alimentação e a sustentabilidade, progresso alcançado pelo nosso AgroBRASIL S/A que fez com que tornássemos o primeiro produtor e exportador mundial de commodities agrícolas e de produtos derivados: café, açúcar, soja ,etanol, e suco de laranja.
Sobre as perdas e desperdícios, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) apresentará na feira o estudo da necessidade da criação de uma rede de instituições em torno da cadeia produtiva de alimentos para combater este mau costume.
Por entre nos, cá na Nova Plataforma de Desenvolvimento Sustentável do Brasil, aqui no sertão brasileiro, quando este tablóide - O Jornal, alcançar nossos leitores, haverá uma semana que se foi a edição da 15ª Feira de Agrotecnologia do Tocantins - nossa AGROTINS 2015, fora hóspede no Centro Agrotecnológico de Palmas dentre o 5º ao 10º dias do mês de maio.
O fio condutor da AGROTINS 2015 fora “A CADEIA DE PRODUÇÃO DE GRÃOS” tema este que o Governo do Estado nomeou para destacar um dos eixos das suas políticas públicas para o Tocantins Rural, convicção esta que definiu levar para feira as melhores práticas científicas e validações para as plantações de grãos e cereais, com clarividência a cultura do milho.
O milho na Agrotins (divindade dos índios maias (1) – México) reinou soberano, nos presenteou com matérias genéticas apropriadas para as condições climáticas do Tocantins, que de modo colaborativo e competitivo acudirá o mundo inteiro com seu espaçoso potencial agrícola.
Não pertencente ao cerne agrotecnológico da feira, mas que se tornou tradicional sua realização, importante e paralelo acontece a comercialização de máquinas e equipamentos de ultima geração, que em muito tem acudido a melhoria da dinâmica da nossa agricultura.
Sob essa ótica, vem aí a “Carta de Milão”, balanço que recolhe as propostas de vários protagonistas, como instituições, empresas e sociedade civil sobre alimentação e desenvolvimento sustentável. A carta será apresentada por ocasião do próximo Fórum dos Ministros da Agricultura e entregue ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moom.
A carta da Agrotins fora socializada. A agroALDEIA da prefeitura de Palmas, linkada com o “I Jogos Mundiais dos Povos Indígenas”, apresentou o conceito do turismo rural, focando na sua excelência a “galinha caipira”, os “bag-fish” criatório de vanguarda para peixes e camarões, a “agrobiodiversidade”. Tudo dentro da mesma ótica da carta de Milão. Agora minha gente: mãos-nas-massas, digo nas roças.

Os Deuses em uma última tentativa de fazer o homem, juntaram e fizeram o homem de farinha de milho. Finalmente deu certo, e os maias passaram a crer que o milho era a matéria-prima de sua formação.