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Pescaria & Eleição

06/10/2014 09h32 | Atualizado em: 06/10/2014 09h37

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Aprimorar é preciso

Pescaria e eleição têm um paralelismo para sempre, vem do menos infinito e vai para o mais infinito. Gosto demasiadamente de ambas. Gosto tanto, que se dependesse da minha pessoa, nós brasileiros, teríamos duas eleições por ano e pescaria,duas por mês resolveria. Principalmente hoje tudo em rede social, movimentos sociais, plataforma de campanha eleitoral em internet,tempo clima diário, geração saúde com recomendação medica - deu fervura na cabeça ou perdeu a eleição como candidato ou eleitor - vá pescar.

Pescaria e eleição particularmente até onde domino do vernáculo nacional brasileiro, posso dizer que são dois vocábulos distintos, e executá-las com êxito a pedagogia do conhecimento e didáticado conhecido, fazem parte de pré-requisitos. Quero dizer que eleição, conhecimento pouco eu tenho muito. Explicando melhor, enquanto: a pescaria é o conjunto ambiental de todos os meios que nele atuam – barcos e artes de pesca – para capturar uma espécie ou um grupo de espécies afins, seja nos criames, ou seja, na natureza; a eleição é um conjunto ambiental de todos meios que nele atuam – veículos e a arte do convencimento – para cooptar um eleitor ou um grupo de eleitores fins, seja no campo ou nas cidades. Sobre os pescadores e candidatos que no dizer do povão são todos mentirosos,não acredito, mesmo sabendo que a voz do povo é a voz de Deus.

Pescador o destino escolhe, canditados são escolhidos para exercerem os comandos ou cargos, concedidos pelo povo através dos votos, sejam nas cidades, sejam nos campos, com democracia representativa, isso também esta na Wikipédia. Sobre o fato de ser conhecida ou conhecida, no dizer dos matutos e eu nessa - fulano tem comer 600 Kg de arroz e 200 Kg feijãojunto de nos para elevá-lo a categoria de gente nossa, daí, reivindicar um bom poço ou poços.

Noutra banda há pessoas que define a pescariae eleição coisa de gente que não tem o que fazer ou traquinagem de preguiçoso. Outros acham que o tamanhoda pescaria ou da eleição é só pegar uma fieira,respectivamente de peixes e de votos, bastam sorte e crêem que:
- Pescador ou pescadoraestar sentado no barranco de córrego ou rio, ter uma latinha de minhocas de lado, colocá-las no anzol, jogá-las na água, lá vem um peixe dependurado; e
- Para os candidatos, ter uma latinha de iscas, e boa cadeira pra sentar vem os votos. Engano dos grandes.Tem que gastar botina, alem de que as duas práticas exigem ciência e paciência, melhor dizendo: terconhecimentos e ser conhecido.

O conhecimento pra ambos procede de: escolherem os poços certos com águas limpas e com ph no meio, não pendente para a esquerda no azedume dos ditos socialistas ou pra direita do excesso dos benditos coronéis, cheio de peixes bons; dosapetrechos utilizados para a fisga,bem comoarremessos corretos e iscasque fazem os pescados pularem nela; do puxão do peixe ou do eleitor e de como enlaçá-lo; e por fim de como manejá-lo de maneira cuidadosa e depositá-lo no jequi. Isto praticado a esmo pode trazer desconforto, insegurança e baixo ou nenhum proveito.

O conhecido é aquele que alem de encontrar a porteira aberta,esta se pronuncia com uma enorme faixa de “bem vindo”, sem restrição e incomododevido o reconhecimento da magnitudedo pescador ou do candidato.

Outra sabedoria que o pescador e o candidato igualmente devemreconhecer são os sinais da natureza, com ressalva o céu e a água.Os apontados da natureza podem aventar aviso de antemão das variáveis de boa pescaria ou eleição, não deixem de observarem a pressão atmosférica, ondemudanças bruscas ocorridas são sentidas pelos peixes, geralmente de forma negativa, prenúncio de pescaria ruim, na eleição cada dia a pressão sobe e não dá folga para a racionalidade, o uso dos guarda-chuvas de marketing transforma as trovoadas, relâmpagos e tempestade em céu de brigadeiro.

Mas gente se perdeu a eleição! Como candidato ou eleitor?

Ficou arara da silva ou descobre-se com as economias esfarrapadas, algibeira oca, cobradores na porta. Irritado e sôfrego, seus neurônios acendem, as idéias queimando o velho querosene põe a imaginar: quanta trairagem e conspiração (nada tem a haver com as trairas dos Nossos Peixes), esta inclusive, pedindo licença pra entrar e já entrando nas suas matutagens e conspirando para colocar tua cabeça no lugar e levar a prosa pro remanso sem garrancho e quem sabe temperar a efervescência da cabeça, usando pra isso um envelhecido costume do homem do campo, que muitos urbanóides também aprenderam. Trata-se da arte da pescaria.

O vidente Salomão Wenceslau, seguidamente profetizava.
– Dinheiro pouco, tanta coisa pra pagar. Tá nervoso. Vá pescar.

Não esqueçam, para pescar é necessária a carteira de pesca emitida pelo NATURATINS, que traz em seu verso as informações sobre as espécies de peixes com pesca permitida, o tamanho mínimo para cada espécie e ainda as espécies cuja pesca é proibida no Estado.

As espécies permitidas para a pesca amadora ou esportiva são: o Jaú, Aruanã, Cachorra, a Bicuda, o Tucunaré, o Matrinchá, Curvina, Mandubé ou Fidalgo/ Barbado, Piau-Flamengo, Traíra e a Piranha.

As espécies proibidas para a pesca são a Caranha, Dourada, Filhote, Pirara, Pirarucu e o Surubim.