Cidade Aberta

Junior Geo afirma que projeto da Prefeitura beneficiará empresas de aliados de Amastha

20/04/2016 13h22 | Atualizado em: 20/04/2016 13h45

Foto: Reprodução
Durante a sessão ordinária desta quarta-feira, 20, na Câmara Municipal de Palmas, o vereador professor Júnior Geo (Pros) questionou a aplicação do projeto da Secretaria Extraordinária de Energias Renováveis (Seer), “Palmas Solar”.

Segundo informações repassadas por Geo, o programa que prevê descontos em tributos como IPTU e ISSQN aos contribuintes que implantarem a energia solar feita exclusivamente por empresas da Capital, atenderá à uma demanda dos donos das duas empresas contempladas que, são aliados políticos da gestão. 

Além desta constatação, o vereador apontou o valor de implantação como o dobro do que poderia ser cobrado em outras situações, fazendo com que o desconto não compense.

De acordo com o político, um professor doutor engenheiro elétrico que, colocou a sua residência 100% à base de energia solar por projeto próprio e sem depender de empresa, como condiciona o “Palmas Solar”, revelou que a implantação em sua residência teria apresentado o custo de aproximadamente 50% do valor cobrado pelas empresas locais.

Para o vereador, o encaminhamento para empresas locais, além de inconstitucional, não traz benefícios financeiros aos que apoiam o projeto sustentável e sim ao grupo político detentor dos recursos de aplicação. “Mais um projeto que não é, literalmente, em benefício da sociedade, e sim de interesses particulares”, concluiu.