Cidade Aberta

PM-TO desenvolve aplicativo de celular que fiscaliza situação de veículos automotivos

15/06/2015 16h18 | Atualizado em: 15/06/2015 16h39

Foto: Zezinha Carvalho/ Secom-TO
Quatro militares do grupo técnico do Sistema Integrado de Operações (SIOP) da Polícia Militar (PM) do Tocantins desenvolveram uma nova ferramenta de apoio ao policiamento e à fiscalização dos automóveis em circulação no Estado. Bruno Sales, Ueslei Taivan, Thales Wilke e Paulo Roberto Maciel criaram o aplicativo que cruza dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) e facilita o trabalho de policiais civis e militares nas ruas, uma vez que o mesmo possibilita, em um curto espaço de tempo, o levantamento de toda a documentação de um veículo abordado.

Para o cabo Bruno Sales, um dos desenvolvedores, o uso do aplicativo é restrito ao policiamento, uma vez que ele apresenta, por meio de texto, informações sigilosas referentes ao veículo e ao seu proprietário. “Esta ferramenta é complementar ao trabalho de policiamento e por tratar de informações sigilosas, só deve ser utilizada durante o trabalho”, enfatizou.

De acordo com o comandante da Polícia Militar no Estado, Glauber de Oliveira Santos, a ferramenta proporciona o tráfego de informações confiáveis, que além da fiscalização de trânsito, vai contribuir no processo de arrecadação do Estado, uma vez que o aplicativo apresenta todos os dados tributáveis do veículo abordado, além de garantir a segurança da população. “Sabemos que 80% dos crimes cometidos estão envolvendo veículos automotores. Com o auxílio deste aplicativo, teremos condição em tempo real de verificar os dados de um veículo suspeito”, salientou.

Contextualizando

Durante um processo de teste no dia 18 de Maio, que durou duas horas, ficou constatado que das 32 consultas realizadas pelo aplicativo, 11 revelaram veículos que trafegavam em condições irregulares. Deste total, foram emitidos autos de infração, que resultaram em R$ 14.402,05 em arrecadação de multas.

Adesão

O aplicativo está disponível de forma gratuita na plataforma Android, todavia, é limitado a policiais militares ou civis, que devem assinar um termo de responsabilidade antes do funcionamento e operação do aplicativo. Até o momento, aproximadamente 900 smartphones já baixaram o novo programa.

(Com informações da Secom/TO)