Agrobrasil S/A

Dois eventos que chegam em momento decisivo para o Tocantins

03/07/2017 15h38 | Atualizado em: 03/07/2017 15h42

Por Roberto Sahium*

A informação sempre foi um input importante para a agropecuária, tão bondoso na produção quanto na comercialização. Com o alargamento da dimensão, da competividade e, por efeito, da complexidade da agricultura brasileira nos últimos anos, a ciência virou instrumento ainda mais essencial.

Foi seguindo esta premissa que a revista Cerrado Rural Agronegócios criou e realizará, juntamente com a Federação das Associações Comerciais e Industriais do Tocantins (Faciet), o II PISCISHOW e o I AVISULEITE, que tem o patrocínio da Prefeitura de Palmas e do Governo do Tocantins. A ideia é reunir, em um único espaço físico, uma síntese das informações mais recentes sobre as cadeias produtivas dos pescados, aves, suínos e leite.

A feira será composta de expositores, seus produtos e tecnologias; palestras, mini-cursos e mesas de negócios sobre peixes, aves, suínos e leite. A organização do evento propõe-se a apresentar uma análise de pontos fortes, pontos fracos, bem como de fatores críticos de competividade, dos gargalos de cada uma das cadeias de produção e, com isso, oferecer subsídios para ajudar à elaboração de politicas públicas nas áreas supracitadas no MATOBIPA e em destaque no Tocantins.

No caso das cadeias produtivas, aqui mencionadas, que crescem em importância social, econômica e ambiental, sabe-se que a dificuldade de levantamento bibliográfico e estatístico é muito grande, bem como a total ausência de zoneamento aquícola brasileiro. Nesse caso, o resultado deste evento traduz em um documento pioneiro, que pode ser de grande valia para técnicos e estudantes interessados nestas áreas.

Para reforçar a questão do zoneamento aquícola brasileiro, a execução de mapeamento dos locais, territórios e regiões brasileiras é uma demanda permanente, dados que é uma importante ferramenta para o planejamento da ocupação racional das águas brasileiras, salgadas e doces. O mapeamento digital dos usos das águas surge como alternativa para aumentar a viabilidade de execução, utilizando-se de informações relacionadas à Lei Federal nº 11.959, de 29 de junho de 2009, que dispõe sobre a Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura e da Pesca; e disposto nas Resoluções do CONAMA nº 237, de 19 de dezembro de 1997, nº 357, de 17 de março de 2005 e nº 430 de 11 de maio de 2011, que dispõem sobre a revisão e complementação dos procedimentos e critérios utilizados para o licenciamento ambiental, sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes ambientais para o seu enquadramento, bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes.

Dessa forma, o foco deste evento é amplo: dirigido a acadêmicos – sejam eles professores, pesquisadores, estudantes. Produtores, executivos de empresas ligadas aos temas e das diversas esferas governamentais, consultores e interessados em geral, economia do agronegócio, além dos profissionais da imprensa e outros formadores de opinião.

Não há a preocupação de esgotar os assuntos. A ideia é que os documentos cumprem o papel de ser grande e largo farol, abrindo e indicando o caminho para os estudos mais detalhados.

* Engenheiro Agrônomo, Extensionista do Ruraltins, Imortal da Academia de Letras da Extensão Rural Brasileira, encontra-se secretário de Desenvolvimento Rural de Palmas e é colunista da revista Cerrado Rural Agronegócios – site e impresso.